São Vicente: “Saio com sentido de dever cumprido” – presidente cessante da AMP

Mindelo, 01 Ago (Inforpress) – O presidente cessante da extinta Agência Marítima e Portuária (AMP), António Cruz Lopes disse que deixa o cargo com “sentido de dever cumprido”, não obstante, a “falta de recursos” que não o permitiram desenvolver “todas” as suas ideias.

António Cruz Lopes falava à imprensa hoje no Mindelo, na decorrência do empossamento do novo Conselho de Direcção do Instituto Marítimo e Portuário (IMP), que surge no lugar da AMP, extinto há já algum tempo por decreto governamental.

“Saio com sentimento do dever cumprido, com muita humildade, com muita dedicação, com muito empenho à causa de Cabo Verde”, afirmou este antigo dirigente que visivelmente emocionado agradeceu a todas as instituições púbicas e privadas pelo apoio à AMP, enquanto instituição de “reconhecida idoneidade, capacidade e desempenho” a nível nacional.

“Saímos muito satisfeitos, estamos a sair em boa hora, porque o momento assim exige”, disse  António Cruz Lopes, sublinhando que o “calcanhar de Aquiles” na sua administração, desde 2013, foi a falta de meios financeiros.

“Infelizmente, estamos em Cabo Verde, portanto um país de parcos recursos financeiros, e sem recursos financeiros torna-se difícil desenvolver as ideias”, assinalou António Cruz Lopes realçando que gostaria de ter posto o sistema de segurança marítima nacional a funcionar electronicamente e o sistema de busca e salvamento “pronto a socorrer vidas humanas, em qualquer circunstância”.

“Eu digo isso, porque no tempo que fazia serviços de busca e salvamento, mesmo com parcos recursos, nunca perdi um único caso”, lembrou Cruz Lopes referindo-se aos tempos primórdios da implementação da Guarda Costeira.

“E é esse o sentimento com que fico, que nós devemos fazer as coisas boas para esse país, que nós todos amamos”.

Um sentimento de “satisfação” que fica, avançou, mesmo com a “obrigação” que a AMP, tinha  de procurar “os próprios recursos dentro dos meios que estavam legalmente postos à sua disposição”.

“Sendo uma agência de regulação técnico-económica independente, não contava com a fatia do Orçamento de Estado de Cabo Verde”, explicou António Cruz Lopes que menciona uma situação, que contraria com as actuais condições dadas ao IMP, que, tal como dito pelo ministro José Gonçalves, terá recursos “sem limites”, disponibilizados pelo Governo para o seu funcionamento.

António Cruz Lopes, que é quadro da Enapor, pretende regressar ao seu antigo posto depois de um período de repouso.

LN/FP

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