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São Vicente: Regionalização custa 0,2% da riqueza nacional e eleições regionais acontecem em 2020

Mindelo, 20 Jan (Inforpress) – O ministro das Finanças fez as contas e já concluiu que a regionalização do país irá custar apenas 0,2 por cento da riqueza dos cabo-verdianos e anunciou hoje que as primeiras eleições regionais em todo Cabo Verde deverão acontecer em 2020.

Olavo Correia fez estas revelações hoje ao final da tarde, no edifício da câmara do Mindelo, onde fez uma conferência sobre a regionalização e seus impactos financeiros, alusiva às celebrações do dia do município de São Vicente, que se assinala neste domingo.

Perante um salão nobre apinhado, o ministro das Finanças dissertou durante 60 minutos sobre as vantagens da regionalização, no que pareceu ter agradado, se não a todos os presentes, pelo menos a grande parte deles, a avaliar pelas manifestações subsequentes.

O próprio Olavo Correia, para quem os custos da regionalização são “marginais” e, logo, “perfeitamente suportáveis” pelo Estado, manifestou mais tarde o sentimento de que a nação encontra-se mobilizada em torno do desafio que representa a “partilha do poder e de responsabilidades”.

A “regionalização é um processo irreversível”, arriscou o governante, considerando que Cabo Verde precisa dela como de pão para a boca e que “ninguém o poderá fazer por nós”, acrescentou.

Verificando existir um “enorme vazio de poder” entre os municípios e o governo central e reconhecendo que a “governação (do país) está a ser feita de forma centralizada, com falta de transparência e com custos enormes”, Olavo Correia apelou para a mudança de atitudes, que “deve começar em cada um de nós”, disse, porque “só assim Cabo Verde pode mudar”.

Regionalizar, segundo Olavo Correia, significa dizer aos povos das ilhas: “tomem uma parte do vosso destino”, o que, à partida, garantirá “mais proximidade e eficiência política, mais democracia, mais independência e mais responsabilização”.

Assim, afirmou o governante, deve caracterizar-se um “governo o século XXI”.

O ministro das Finanças, também vice-presidente do MpD, partido no poder, reconheceu existir um “inegável centralismo na Cidade da Praia”, cujo fim, anunciou hoje o governante, fica aprazado para 2020, daqui a três anos, com a realização de eleições regionais.

Mas Olavo Correia lembrou que não se trata de uma panaceia, de um remédio para todos os males, mas tão-somente de uma “enorme oportunidade” de desenvolvimento.

AT/JMV

Inforpress/Fim