São Vicente: Presidente do MpD reúne-se com concelhia para partilhar informações e cimentar confiança no partido e no Governo

 

Mindelo, 22 Abr (Inforpress) – O presidente do Movimento para a Democracia (MpD, no poder) considerou hoje, no Mindelo, que o partido “está forte” em São Vicente, ilha onde se reuniu, na manhã de hoje, com militantes e simpatizantes.

Ulisses Correia e Silva veio a São Vicente a convite da Comissão Política Regional do seu partido e aproveitou a ocasião, como referiu, para partilhar “informações importantes” quer a nível do partido quer a nível do Governo, cimentar o nível de confiança, preparar o partido para as eleições concelhias do mês de 11 de Junho e estabelecer a relação de proximidade, que “é importante”.

Por enquanto, põe de lado qualquer tipo de balanço do primeiro ano de governação, uma vez que diz entender que o que marca o início da governação foi a votação da Moção de Confiança no Parlamento, que ocorreu no dia 24 de Maio do ano passado.

“Nesse dia vamos fazer fortes acções de balanço relativamente ao primeiro ano de governação”, reforçou.

Mesmo assim, considerou que passada a fase em que o partido se uniu para ganhar as eleições de 2016, agora chegou o momento de “recentrar as actividades”, com um partido com uma organização interna “mais forte”, virada para o “apoio e suporte” ao Governo e para continuar a “reforçar a confiança” dos cabo-verdianos no MpD e no país.

À questão do jornalista sobre o ambiente que encontrou em São Vicente, o também primeiro-ministro da República considerou que ele é “bom e de redobrada confiança” e no apoio ao Governo, com “bons sinais” de confiança, quer junto dos investidores quer dos parceiros internacionais.

Aproveitou para anunciar que o desenvolvimento regional é a “grande aposta” do seu Governo, e que pretende pôr na prática, já no mês de Maio, aquilo que designou de “governação desconcentrada”, com presença do Governo nas ilhas com uma agenda específica.

Aos militantes e simpatizantes do MpD em São Vicente, informou ainda que o Banco Mundial aprovou “há poucos dias” um pacote financeiro que mais que duplica o pacote anterior, 90 milhões de dólares.

“Isto porque conseguimos resgatar a confiança desta instituição no Governo, que estava fortemente afectada relativamente à situação da TACV”, salientou Ulisses Correia e Silva, que realçou que essa “falta de confiança” relacionava-se com o “risco financeiro e económico” que a empresa representava.

“Conseguimos engajar o Banco Mundial no processo da reestruturação/privatização da TACV, as visitas que tenho feito em relação às empresas mostram que estas estão com vontade de expandir os seus negócios, fazer novos investimentos e criar emprego, e isto é fundamental para a dinâmica da economia e social do país”, reforçou, ciente de que, sintetizou, no fim do mandato os cabo-verdianos irão “ver e sentir” as diferenças quer no emprego, quer no crescimento económico, no desenvolvimento mais inclusivo, educação, saúde e outras áreas sociais.

AA/CP

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