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São Vicente: Petrolíferas duplicam receitas com a indústria do Bunkering na baía do Porto Grande – responsável

Mindelo, 24 Fev (Inforpress) – A economia à volta do Bunkering, abastecimento de fuel a navios, está a ter um incremento “muito positivo” em Cabo Verde a ponto das petrolíferas terem “mais que duplicado” as receitas nesta área, desde 2016.

A informação é avançada à Inforpress pelo presidente do conselho de administração da Agência Marítima e Portuária (AMP), António Cruz Lopes, que considera esta modalidade de negócio o caminho para devolver à baía do Porto Grande o seu estatuto de polo dinamizador da economia nacional.

Para que isso aconteça, António Cruz Lopes avança que a AMP está a trabalhar para finalizar o quadro jurídico-legal que estabelece o regulamento do Bunkering e nos projectos de melhoria do tráfego de navios nas águas de Cabo Verde.

A AMP, indica, já rubricou o regulamento mundial do Bunkering, um documento “ultra moderno” com todos os elementos exigidos internacionalmente na presente conjuntura e Cabo Verde é o quarto país do mundo a conseguir este feito à semelhança da Austrália, Gibraltar e a Holanda, informa a mesma fonte, que considera o país “bem posicionado” para concorrer “em pé de igualdade” com os concorrentes Dakar (Senegal) e Las Palmas (Ilhas Canárias).

Os projectos a que se refere o presidente da AMP relacionam-se com o processo de melhoramento do quadro jurídico para a criação dos corredores de navegação entre as ilhas de Cabo Verde, com linhas à semelhança das auto estradas para a circulação dos navios no mar, mas também a criação do Bunkering Offshore, abastecimento de navios ao largo, e as condições para a realização do abastecimento nas zonas de separação de tráfego.

O processo da criação dos corredores marítimos, segundo António Cruz Lopes, já está em andamento numa parceria com a Organização Marítima internacional (IMO, na sigla em inglês) e Autoridade Internacional para Faróis e Balizagem.

“Com a sua conclusão estarão reunidas todas as condições para que o país atraia cada vez mais navios estrangeiros para abastecimento”, reforça aquele responsável.

Cabo Verde realizou a maior operação de Bunkering de sempre, em 2014, com o abastecimento da plataforma petrolífera Saipem 7000, o segundo maior navio grua do mundo, protagonizado pela petrolífera Vivo Energy, com 6,5 mil toneladas de combustível, cerca do dobro transferido anteriormente pela Enacol, mais do triplo da maior operação do género da própria Vivo e ultrapassando a maior realizado a nível mundial que já tinha decorrido nas Maurícias.

A partir de 2014, Cabo Verde regista um crescimento “gradual e robusto” na indústria do Bunkering, ultrapassando, agora em 2016, o dobro do record de vendas alcançado no ano de 2011, com a transferência de 89 mil toneladas de combustível.

O abastecimento dos navios com fuel ou outros combustíveis é assegurado, igualmente, nas instalações da Enapor, em São Vicente, serviço que funciona 24/24 horas.

EC/AA/ZS

Inforpress/Fim