São Vicente: Novo ano lectivo arranca com cerca de 13 mil alunos e SIGE alargado a todas escolas básicas (c/áudio)

Mindelo, 10 Set (Inforpress) – O novo ano lectivo arranca na ilha de São Vicente com cerca de 13 mil alunos inscritos no básico e no secundário, sendo novidade o alargamento do Sistema Integrado de Gestão Escolar (SIGE) ao EBI.

Os números foram avançados à Inforpress pela delegada local de Educação, Maria Helena Andrade, que garantiu estarem a ser afinados pormenores durante esta semana de preparação metodológica, iniciada hoje, como organização das turmas, distribuição de professores e de horários, para que o arranque ocorra “sem sobressaltos”.

São Vicente, conforme a responsável, conta com professores para todos os níveis de ensino, mas, assegurou, nem todos estão na ilha, por razões ligadas, inclusive, a transferências.

“Há toda uma logística e uma boa gestão dos recursos humanos que temos que ter em conta”, asseverou.

No total, estão previstos 8.500 alunos no Ensino Básico Integrado (EBI) e 5.000 no Ensino Secundário, dados considerados “provisórios” pela delegada de Educação, uma vez que se espera receber ainda alunos no início do ano lectivo, devido à situação de alguns pais que deixam para fazer as matrículas nesta altura.

Na nova largada escolar em São Vicente espera-se, segundo a mesma fonte, algumas novidades, entre as quais o alargamento do Sistema Integrado de Gestão Escolar (SIGE) a todas escolas básicas da ilha.

Um processo iniciado nesta segunda-feira, acrescentou, com uma acção de capacitação, que decorre na Escola Jorge Barbosa, aos pontos focais das escolas que “devem transmitir depois as informações aos outros professores”.

“Estão sendo criadas as condições para que a implementação do SIGE decorra da melhor forma”, garantiu Maria Helena Andrade, que acrescentou que o ministério pretende capacitar os professores “cada vez mais no uso das novas tecnologias” a fim de que estes “possam acompanhar a evolução tecnológica”.

Neste sentido, professores da ilha recebem formação também em língua portuguesa, normas de avaliação e ainda relactivamente aos novos manuais de orientação pedagógica, tanto do EBI, como do pré-escolar.

Além disso, “todas as condições estão criadas”, garantiu a mesma fonte, para o alargamento do ensino obrigatório até ao 8º ano, que vai ser acompanhado também da isenção de propinas.

“Pretendemos também alargar as refeições quentes às escolas do Ensino Secundário que acolhem alunos do 7º e do 8º ano”, disse a responsável, apontando o apoio da Ficase para o reforço da ementa escolar, a nível nacional, com a introdução do ovo, duas vezes por semana, e do frango.

No caso particular de São Vicente, conforme Maria Helena Andrade, no cardápio escolar vai ser introduzido o peixe, resultante da parceria com a conserveira Frescomar e ainda iogurtes derivados da parceria com outras empresas nacionais.

O arranque do novo ano lectivo marca ainda o início de obras de reabilitação “muito em breve” nos liceus Jorge Barbosa e Ludgero Lima, com a assinatura do contrato-programa entre o ministério e a câmara municipal, e que, ajuntou, “não vão afectar o normal funcionamento das escolas”.

“Também com a parceria da Cooperação Luxemburguesa foram reabilitadas cozinhas e casa de banho de escolas que mais estavam a precisar”, disse a mesma fonte, que destaca ainda outras Intervenções em escolas com ajuda da comunidade.

Além dos números do ensino básico e secundário, a ilha de São Vicente conta cerca de 3.600 alunos inscritos no pré-escolar.

LN/ZS

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