São Vicente: Governo decide venda directa das acções que o Estado mantém na FIC às câmaras de comércio

Mindelo, 12 Set (Inforpress) – O Governo decidiu avançar com a venda directa às câmaras de comércio do país, numa proporção 50/50, das 16.000 acções que o Estado detém na Feira Internacional de Cabo Verde, anunciou a Câmara de Comércio do Barlavento (CCB).

A 16 de Novembro do ano passado, na cidade do Mindelo, o Governo, através do ministro Olavo Correia, rubricou um memorando com os responsáveis das duas câmaras de comércio do país que estabelecia a intenção do executivo em proceder à transferência da maioria do capital social detido na Feira Internacional de Cabo Verde (FIC) às duas câmaras de comércio, num processo de transferência do capital social que seria procedido de uma avaliação e activos da empresa.

Foi, aliás, com base nesse relatório da avaliação, concluído recentemente por uma empresa independente, que foi comunicada a decisão do Governo, pelo representante da UASE, durante a assembleia-geral da FIC, realizada na sede da Câmara de Comércio de Barlavento (CCB), no passado dia 07.

Hoje, na sua página nas redes sociais, a Câmara de Comércio do Barlavento (CCB) regozijou-se com a “concretização feliz de compromissos assumidos pelo Governo” no capítulo do empoderamento do sector privado.

Tal, de acordo com a mesma fonte, encontra-se em linha com o contrato-programa assinado em Julho do corrente ano e que deverá concluir a operacionalização dos processos de transferência do licenciamento industrial e da certificação de origem.

No seu discurso no acto de assinatura do memorando, a 16 de Novembro do ano passado, no Mindelo, o ministro Olavo Correia prometeu, em nome do Governo, “tudo fazer” para que a edição 2018 da Feira Internacional de Cabo Verde fosse concretizada “a 100 por cento pelo sector privado, a liderar a organização”.

“Este é o caminho que vamos seguir em todos os sectores em que o privado possa desempenhar um papel essencial”, reforçara o governante, para quem a assinatura do documento, naquela ocasião, provava que o Governo “acredita, respeita e valoriza” o sector privado.

Na ocasião, prometera que o Governo iria continuar a trabalhar para descentralizar, até porque, lançou, o “Estado não tem que organizar feiras, nem nomear administradores a organizar feiras”, pois tem “muito que se preocupar” com a saúde, educação, segurança e estratégia.

AA/CP

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