São Vicente: Germano Almeida diz-se feliz por receber o Prémio Camões 2018

Mindelo, 21 Mai (Inforpress) – O escritor cabo-verdiano Germano Almeida mostrou-se hoje feliz por receber o Prémio Camões 2018, garantindo que em termos pessoais ou literário “não acrescenta muito”.

“O Prémio Camões é importante para a literatura e a língua portuguesa, de maneira que todo o mundo fica contente por receber o prémio, mas não posso dizer que a partir deste momento vou-me sentir mais engrandecido. Em termos pessoais ou literário acho que não acrescenta muito”, declarou à Inforpress o escritor, que disse ter recebido a notícia através do ministro da Cultura de Portugal, Luís Castro Mendes, por volta das 14:30.

Germano Almeida nasceu na ilha da Boa Vista em 1945, mas, actualmente, vive na cidade do Mindelo, São Vicente.

Formado em Direito, em Lisboa, é advogado e foi procurador da República de Cabo Verde. Deu os primeiros passos na literatura na década de 1980, numa altura em que co-fundou a revista Ponto & Vírgula.

Germano Almeida é o segundo escritor cabo-verdiano a vencer o Prémio Camões, depois de Arménio Vieira, em 2009.

É autor de obras como “O testamento do senhor Napumoceno da Silva Araújo”, “A ilha Fantástica”, “Os dois irmãos”, “O dia das calças roladas”, “O mar na Laginha”, “O meu poeta”, entre outros títulos.

O Prémio Camões é atribuído, anualmente, a um escritor de língua portuguesa como forma de estreitar e desenvolver os laços culturais entre os países de língua portuguesa.

Considerado o maior prémio da Língua Portuguesa, foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988 com o objectivo de distinguir um autor “cuja obra contribua para a projecção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum”.

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