São Vicente: Equipa de Dudu Nobre traz contributos para cuidar mais da área técnica e estética do Carnaval mindelense

Mindelo, 30 Jul (Inforpress) – A equipa do de brasileiros que começa hoje no Mindelo a ministrar a segunda fase de formações para os grupos carnavalescos mindelenses concentra-se mais na parte estética e técnica do desfile, itens que Dudu Nobre classifica como “importantíssimos”.

O cantor brasileiro Dudu Nobre, que falava na cerimónia da abertura dos workshops do Carnaval, mostra-se satisfeito por estar de volta e continuar a “lapidar” esse “diamante bruto” que é o Carnaval sanvicentino.

Uma acção a ser feita nessa segunda fase das formações, ministrada pelos artistas brasileiros aos grupos carnavalescos de São Vicente, que arrancaram hoje no Centro Cultural do Mindelo.

Em jeito de retrospectiva, Dudu Nobre afirmou ter ficado, no ano passado, “bastante impressionado” com a rivalidade “muito grande” existente entre os grupos, daí eleger como um dos dois “principais objectivos” a ser trabalhado unir a rapaziada e formar uma liga.

O segundo objectivo, ajuntou, relacionava com a intenção de mostrar que a “cultura é um produto turístico que pode ser vendido”.

“Isto está a acontecer. O Carnaval, com certeza, vai trazer um impacto que vai fortalecer bastante as finanças da ilha e dos nacionais”, assegurou Dudu Nobre, que adianta estarem a organizar estudos para mostra este impacto, mas que, completou, já se mostra visível principalmente com apresentação do Carnaval de São Vicente feita na Nigéria, no início de Julho.

Dai, segundo a mesma fonte, ser uma das razões de trazerem, agora em 2018, “contributos” voltados mais para a área estética e técnica dos desfiles.

“Essa é uma área que cria muitos profissionais que, de repente, ficam na retaguarda mas são importantíssimos”, disse Dudu Nobre, para quem no próximo ano, com certeza, vai se registar “grandes melhorias” na concepção e montagem de fantasias.

Este sector de confecção de trajes, também no entender do monitor Milton Cunha, tem avançado “muito menos” que a parte de construção de carros alegóricos.

“As alegorias aqui são mais impactantes que o figurino”, salientou Milton Cunha, para quem mostra-se preciso equilibrar esses dois itens.

Assim, com a sua “vasta” experiência vivida na festa carioca, 27 anos, e ainda de comentador da televisão brasileira Globo, Milton Cunha volta para ministrar as vertentes de história e cultura do Carnaval carioca e ainda a organização dos desfiles na quadra e no sambódromo.

Tudo isso, remarcou, para “aprofundar” mais as relações e o diálogo de culturas, em que “ninguém ensina ninguém, mas o importante mostra-se no reforçar o estilo mindelense e sanvicentino”

“Com as bases colocadas, os alunos conseguem dar mais um passo à frente e não têm mais receio e agora então as perguntas se tornam mais específicas”, afirmou.

O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, por seu lado, assegurou que o projecto “está a funcionar e com resultados satisfatórios”.

Um aspecto confirmado pelo representante da Liga Independente dos Grupos de Carnaval de S. Vicente (LIGOC-SV), António Duarte, para quem a caravana de Dudu Nobre “permitiu realizar um sonho que não parecia realizável”.

A segunda fase do projecto traz, agora em 2018, mais duas oficinas novas, plumagem, para confeccionar fantasias e para esculturas em papel machê para carros alegóricos.

Isto, além dos já ministrados, como bateria, mestre-sala, porta-bandeira, enredo e passista, entre outros.

As formações culminam com a realização do Carnaval de Verão, marcado para a noite de 07 de Agosto.

LN/JMV

Inforpress/Fim