São Vicente: Dois dias de conferência sobre património subaquático equivalente a “dois dias de descobertas”

 

Mindelo, 03 Nov (Inforpress) – A conferência internacional “Património cultural e histórico subaquático”, que decorreu quinta e sexta-feira no Mindelo, foi encerrada esta tarde, tendo a representante do embaixador da França em Cabo Verde classificado a mesma como sendo “dois dias de descobertas”.

Madame Caniak, que falava em representação do diplomata Olivier da Silva, congratulou-se com os dois dias dedicados aos fundos dos oceanos e desejou que a juventude desperte para este tema.

Emmanuel Charles d`Oliveira, um dos organizadores da conferência, ao intervir também no acto de encerramento, recusou-se a despedir-se dos participantes, preferindo antes cumprimenta-los “mais uma vez porque a caminhada continua”.

A conferência do Mindelo foi iniciativa conjunta do Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura (M-EIA) e do Instituto do Património Cultural (IPC), com apoio das embaixadas do Brasil, de Portugal e da França e visou assinalar o 1º centenário de naufrágios da 1ª Guerra Mundial no Porto Grande (Mindelo), e do torpedeamento dos navios Marinha Brasileira Acary e Guahyba, em Novembro de 1917.

Especialistas e académicos vindos de países como Portugal, Brasil, França, Marrocos e Senegal, além de Cabo Verde, associaram-se à conferência.

Para logo à noite, pelas 20:00, acontece a pré-estreia mundial do documentário Cabo Verde – Uma história imersa, o primeiro subaquático cabo-verdiano, da autoria de Emmanuel Charles d`Oliveira e do francês Erwan Savin.

O documentário, de 50 minutos dá a conhecer a história imersa de Cabo Verde, de “naufrágios, segredos e mistérios” ainda por desvendar e que jazem no fundo dos mares do arquipélago que, desde a sua descoberta é depositário de um “importante património” subaquático de “inegável interesse histórico e cultural”.

AT/FP

Inforpress/Fim