São Vicente: CCAD quer práticas preventivas ao álcool e outras drogas como cultura institucional

Mindelo, 03 Abr (Inforpress) – A secretária executiva da Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas (CCAD), Fernanda Marques, apelou hoje, no Mindelo, para a necessidade de as práticas preventivas ao álcool e outras drogas se transformarem numa cultura institucional.

A responsável falava à Inforpress, à margem de uma formação de reforço da capacitação em prevenção do uso do tabaco, álcool e outras drogas, destinada a técnicos e monitores das instituições que trabalham com crianças, não só do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), mas também da

Fundação Infância Feliz e das Aldeias SOS, das ilhas do Barlavento.
Segundo Fernanda Marques, a formação resulta da união de esforços da CCAD e do ICCA para a capacitação de técnicos que trabalham com crianças e adolescentes, e que visa instituir práticas preventivas no dia-a-dia.

Ou seja, concretizou, uma cultura institucional que faça parte das suas actividades quotidianas, pois a ideia é falar “muito mais” do que do álcool e das outras drogas.

“Prevenção é muito mais do que isso, é desenvolvermos determinados hábitos nas crianças, dos estilos de vida saudável, do desenvolvimento de competências pessoais e sociais, trabalhar os valores, a capacidade de tomar decisões e dos sentimentos”, precisou, ou seja, aludiu, uma actividade que deve ser “contínua e não pontual”, pois esta não “nos traz resultados”.

“A ideia é prevenir antes de acontecer”, reforçou Fernanda Marques, sublinhado que nos casos em que haja já uso da substância por parte da criança ou do adolescente, é necessário que os técnicos saibam o que devem fazer, que instituições activar nesses casos.

Evidentemente, ajuntou, tratando-se da dependência poderá haver nos adolescentes, pois nas crianças por vezes há consumo, já que não se detectou dependência, mas nestes casos dos adolescentes dependentes também devem saber o que fazer.

“Portanto, as instituições que trabalham com crianças e adolescentes devem ter em conta sempre a rede de apoio à criança e ao adolescente, não podem trabalhar isoladamente porque isto não trará bons resultados”, declarou a secretária executiva do CCAD, para quem “é fundamental” que os técnicos em formação coloquem na prática aquilo que se está a trabalhar, “senão não haverá resultados”.

Os estudos mostram que a experimentação, em Cabo Verde, dá-se em idades cada vez mais precoces, aos 07 anos no caso do álcool, e aos 09 anos no caso da padjinha.
Depois de São Vicente será a vez da ilha de Santiago acolher idêntica formação, que se estenderá, posteriormente, a outras ilhas.

AA/JMV

Inforpress/Fim