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São Vicente/Carnaval: Cize enaltecida em todo o seu esplendor em desfile poderoso da Escola de  Samba Tropical

*** Por Américo Antunes, da agência Inforpress ***

Mindelo, 12 Fev (Inforpress) – Cesária Évora, a diva, alvo de todas as homenagens na noite de hoje, no Carnaval do Mindelo, nos 30 anos da Escola de Samba Tropical, em desfile poderoso, foi hoje enaltecida em todo o seu esplendor.

Da música, aos carros alegóricos, passando pelos trajes foi tudo “em grande” para, em nome de Cize, como era também conhecida a rainha do folclore musical cabo-verdiano, o Samba Tropical “emocionar” a mole humana que acompanhou o desfile, na esteira da promessa do líder da direcção do grupo, David Leite.

Som cuidado, mais foliões a cantar durante o percurso, Samba Tropical, com efeito, fez jus, na noite de hoje, à promessa, cumprida, de trazer para o desfile “brilho, beleza, glamour e pontualidade”.

A abrir o desfile, a dupla João Branco/Janaía Alves, figuras incontornáveis do teatro mindelense, comandaram a comissão da frente numa apresentação que espelhou o Mindelo da época em que Cesária Évora tinha ainda os pés fincados no Mindelo, aliás, logo atrás surgia o andor com a foto do célebre Café Royal, palco de Cize antes do estrelato.

Com as cores fortes, sobretudo o vermelho, a dominar os trajes na primeira ala, Samba Tropical foi, no entanto, na noite de hoje, uma paleta de todas as cores, nas alas seguintes,  que deliciaram os milhares que acorreram à baixa da cidade do Mindelo.

Lá atrás, após a passagem de centenas e centenas de foliões, cada ala com a traje mais linda, eis que surge o segundo carro alegórico, lá em cima a expressão morna, bem destacada, um violino e um violão a “guardar”, quiçá, o microfone de Cesária Évora.

Foi, por isso, de facto, especial a comemoração dos 30 anos de Samba Tropical, na noite de hoje do Carnaval do Mindelo, com mil foliões, a neta de Cize, Janete, a brilhar como porta-bandeira, ao som da música oficial do grupo, “Tchon Sagród” (Chão Sagrado, em português) da autoria de Jotacê e Anísio Rodrigues.

Segue-se, como habitualmente, o baile monumental, num dos hotéis do Mindelo, que fecha a apresentação do Samba Tropical no Carnaval 2018.

E, assim, chega terça-feira do Carnaval com quatro grupos para um desfile que concentra as atenções da ilha, de Cabo Verde e da diáspora, a julgar pelo número de pessoas que, por esses dias, desembarcaram  de barco e de avião na ilha de São Vicente.

Por sorteio, ficou definido que o grupo do Monte Sossego abre o desfile, às 15:30, e que cabe ao grupo Flores do Mindelo encerrar o cortejo, às 17:00, com os grupos a entrarem na Rua de Lisboa,  onde se situa o palanque oficial, a cada meio hora, quer na primeira, quer na segunda passagem.

Assim, às 16:00 será a vez do grupo Cruzeiros do Norte e às 16:30, os Vindos do Oriente, campeão do Carnaval em título.

Logo após o desfile, haverá baile de Carnaval na Rua de Lisboa abrilhantado  pelo brasileiro Almirzinho (ex-Revelação) e banda, Constantino Cardoso e Anísio.

Relativamente aos temas dos quatro grupos oficiais, Monte Sossego sabe-se que vai chegar à Rua de Lisboa com um enredo que conta a história das “Grandes Civilizações”, três carros alegóricos e um tripé da Comissão de Frente, 1.600 figurantes “garantidos”, para um orçamento de 9.700 contos.

Cruzeiros do Norte, por seu lado, traz desta vez o tema “Vencer as misérias humanas é sobreviver”, cerca de 800 figurantes, três andores e dois carros-surpresa.

Vindos do Oriente, por seu lado, que defende o título de campeão do Carnaval do Mindelo, desenvolveu o seu enredo sobre “África – berço da humanidade”, vai apresentar três carros alegóricos, 800 a 1000 figurantes,  distribuídos por 13 alas, e promete “um Carnaval maravilhoso”, num projecto cujo orçamento ultrapassa os 6 mil contos.

Flores do Mindelo, o último a desfilar, tem um tema que gira à volta das “Brincadeiras tradicionais”, com três carros alegóricos, tripé para a comissão de frente e cerca de 800 figurantes distribuídos por 14 alas, e um orçamento de 7.500 contos.

A Polícia Nacional, por seu lado, já divulgou o plano de segurança para o Carnaval 2017,  o qual vai envolver todo o efectivo do comando regional, mais o reforço e a colaboração das Forças Armadas e da Polícia Judiciária, para materializar a operação.

A comissão organizadora do Carnaval, por seu lado, veio esclarecer, recentemente,  que este ano os grupos serão avaliados em itens como bateria, música, harmonia, evolução, enredo, carros alegóricos, fantasias, comissão da frente e mestre-sala e porta-bandeira.

A mesma fonte esclareceu que não entram na classificação dos grupos itens individuais como rei, rainha e rainha de bateria, ou seja, a classificação geral dos grupos não interfere com as classificações dos itens individuais, e vice-versa.
Sendo assim, pontifica a comissão organizadora, um grupo pode conseguir arrecadar todos os prémios individuais sem que isso afecte a sua classificação geral, podendo também ocorrer o contrário.

Ano passado,  o grupo carnavalesco Vindos do Oriente classificou-se em primeiro lugar, com o tema “Na rota da seda” e 693 pontos e arrebatou ainda os prémios de 2ª Dama (Maira Brito) e 1ª Dama (Vera Spencer).

Ao grupo Monte Sossego, segundo classificado, 690 pontos, coube ainda os títulos de Melhor Música, “Nôs emigrasson” (Constantino Cardoso), Melhor Carro Alegórico (pesca da baleia), Rainha (Andreia Teixeira) e Rei (Agnelo de Oliveira) do Carnaval 2017.

Na terceira posição classificou-se o grupo Cruzeiros do Norte, 594 pontos, e levou ainda os prémios de Rainha da Bateria (Edivânia Ramos), Mestre-Sala (João Carlos Silva) e Porta-Bandeira (Cátia Pereira).

No quarto e último lugar posicionou-se o grupo Flores do Mindelo, com um total de 492 pontos.

AA/CP

Inforpress/Fim

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