São Vicente: Augusto Neves diz-se convicto de que “grandes problemas” do país serão resolvidos

 

Mindelo, 15 Nov (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de São Vicente mostrou-se hoje “convicto” em como os “grandes problemas” de Cabo Verde “serão resolvidos” com o actual Governo, com “muita responsabilidade e trabalho”, de forma “bem calculada e sem euforias”.

Numa resposta clara às declarações do presidente da Câmara de Comércio do Sotavento, que o antedeu nos discursos de abertura do ciclo de conferências sobre a internacionalização das empresas cabo-verdianas, no âmbito da 21ª Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), Neves referia-se a área dos transportes aéreos e marítimos.

O edil considerou que, um ano depois do actual Governo assumir funções, o momento é de “muita expectativa” mas que o tempo é também de “muito trabalho, conhecimento e recolha” para que “as coisas possam andar da forma como o executivo preconiza”.

“O esforço de desenvolvimento é de todos e estávamos aqui todos há 30 ou 40 anos e somos responsáveis por tudo”, lançou o autarca, para quem espaços de debate como os proporcionados pela FIC são propícios para se “conviver com os problemas e expectativas”, sem nunca, avançou, “esquecer do país extremamente vulnerável e pobre” que é Cabo Verde, que “obriga que se ande com os pés bem assentes no chão”.

“Não temos dúvidas nenhumas de que os grandes problemas de Cabo Verde serão resolvidos, nomeadamente na área dos transportes aéreos e marítimos”, concretizou Augusto Neves, lembrando que “um ano e meio de um governo com outra visão é escasso”, e que, por isso, “há que  juntar experiências e vivências”, que os resultados preconizados “serão concretizados rumo ao desenvolvimento”, sintetizou.

Sobre o lema da FIC, “Cabo Verde, o hub para a África Ocidental” Neves sustentou que o mesmo veio “em boa hora”, com um “olhar positivo sobre a criação do hub”, sem nunca esquecer que o mandato arrancou há ano e meio.

“Hoje as interacções são feitas de forma totalmente diferente, hoje o poder local tem poder e não é perseguido”, concluiu.

O outro interveniente na cerimónia foi o presidente do Conselho Superior das Câmaras de Comércio de Cabo Verde, Belarmino Lucas, que sublinhou que o lema da 21ª FIC pretende, mais uma vez, vincar aquilo que “parece ser o destino de Cabo Verde”, a vocação do país, em se posicionar “de facto” como uma plataforma ou um centro de logística para a África continental.

Aliás, sustentou, os temas do seminário que decorre até sexta-feira pretendem abordar um conjunto de questões que vão convergir para a questão de como fazer para que Cabo Verde seja um hub.

Belarmino Lucas aproveitou para justificar a ausência de membros do Governo na cerimónia com a agenda quer de Ulisses Correia e Silva, quer de Olavo Correia, cujos nomes figuraram no programa distribuído na conferência.

AA/CP

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