São Vicente: Artistas mindelenses consideram “muito pertinente” plataforma online da SCM  

Mindelo, 30 Ago (Inforpress) – A Sociedade Cabo-Verdiana de Música (SCM) apresentou hoje, no Mindelo, o projecto da plataforma online de inscrição, que deverá estar disponível nos próximos tempos, considerada como “muito pertinente” por artistas mindelenses.

A cantora Daisy Pinto mostrou ser uma das defensoras do projecto, para quem o mesmo representa “uma boa iniciativa”, que “funciona muito bem lá fora” e “porque não em Cabo Verde”, questionou.

“A partir do momento que podes registar as tuas músicas e ganhar com aquilo, Isso dá-te mais auto-estima, dinamismo e vontade de trabalhar”, afiançou a artista, acrescentando que, pelo facto de ser possível online, proporciona “mais criatividade”.

“A possibilidade de saber que está a criar e poder registar logo de seguida, dá outros incentivos e permite viajar e trabalhar por vários campos”, assegurou.

Esta mesma possibilidade que Diva Barros, por seu lado, acredita ser “extremamente pertinente” dada a condição do país formado por ilhas, em que “nem sempre é fácil” se deslocar à cidade da Praia para inscrição presencial, a única permitida até o momento.

“Então isso é produto e consequência de toda uma informatização e tecnologia. Acho que sim, deve ser facilitada a vida do autor e de qualquer inscrição na sociedade”, salientou a cantora, para quem a plataforma mostra ser “um passo em frente” da SCM, mas que, por outro lado,  deve ter os “preceitos necessários” para “garantir a fidelidade”, na hora de inscrição.

O produtor musical José da Silva também destacou esta facilidade “muito boa”  de inscrição de autores que “às vezes não levam as coisas a sério e não se inscrevem e depois reclamam que não recebem direitos”, criticou

“Então, é uma forma de os facilitar e de estarem dentro do sistema”, ressaltou José da Silva, adiantando ser “muito importante” este tipo de iniciativa num meio musical que está a tornar-se “cada vez maior” e com “mais plataformas”.

“Muitas e muitas vantagens” assinaladas pela presidente da SCM, Solange Cesarovna, para quem o projecto vai combater “um bocado a insularidade” e criar alternativas que, no entanto, estarão disponíveis nos balcões SCM, que se pretende criar em todos os concelhos do país.

“A plataforma vai permitir que estando onde estiver, desde que tenha acesso à internet, aceda ao site para o início da inscrição e fazer a declaração de obras através da inscrição online”, reiterou a responsável, que destaca ainda, entre outras vantagens, a possibilidade de se fazer o  upload de músicas que depois são divulgadas na APP Muska.

Uma iniciativa resultante do protocolo tripartido assinado, no mês de Julho, entre a SCM, a Bonako, criadora da APP MusKa e a UnitelTMais, que a disponibiliza.

“Este que vai gerar, por um lado, o registo e a protecção da obra e por outro lado, a disponibilização para que estas músicas possam ser conhecidas e ouvidas em streaming”, esclareceu Solange Cesarovna, que destacou ainda o “compromisso” de se pagar uma compensação financeira por cada utilização e por cada acesso que se fizer à música.

Depois de São Vicente, conta-se fazer, conforme a mesma fonte, uma planificação para apresentar a plataforma nas outras ilhas, algo que,   “se não  acontecer antes” vai ser aquando da abertura dos balcões locais.

O dispositivo de inscrição online ainda não está disponível, mas, segundo Solange Cesarovna, por agora realiza-se “todo o trabalho de preparação” para o efectivar “muito em breve” e aumentar o número de inscritos na SCM, que neste momento rondam os 600.

LN/AA

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