São Miguel: Bancada do PAICV avalia negativamente relatório de actividades da autarquia relativo a 2017

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São Miguel, 28 Fev (Inforpress) – Os deputados municipais do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) avaliaram hoje negativamente o relatório de actividades da Câmara Municipal de São Miguel relativo ao ano económico de 2017.

Esta avaliação foi feita à imprensa pelo líder da bancada do PAICV, Francisco Furtado, que informou que os eleitos do seu partido mantiveram-se em silêncio durante a apreciação do relatório como forma de protesto, por considerarem que a Assembleia Municipal de São Miguel tem “funcionado mal”, desde o início deste mandato.

Conforme este eleito municipal, a sua bancada fez uma apreciação negativa do relatório, por nele conte, como disse, “muitas coisas omissas”, por “espelhar” actividades tanto da câmara como do Governo e, até, de outros municípios, e por estar “mergulhado” em “coisas” que considerou de “pouco sérias e de falta de ética”.

Ainda no concernente à AM, Francisco Furtado disse que os eleitos municipais do MpD (no poder) comungam da mesma opinião de que este órgão tem “funcionado mal” e que prova disso é que um eleito daquele partido abandonou a sessão.

A bancada do MpD, que suporta a câmara, por seu lado, fez uma apreciação positiva, tendo o porta-voz Salvador Silvério enaltecido o facto de a taxa de execução das actividades ter atingido os 90%.

É que, segundo este eleito municipal, tal feito foi, igualmente, reconhecido pelos munícipes que “pela primeira vez participaram em massa” na sessão, tendo também apelado a autarquia a continuar com mais obras.

Por outro lado, lamentou o facto da bancada do PAICV ter abandonado a sessão da AM, o que no seu entender “mostra o desrespeito da bancada pela mesa da AM e pelos próprios munícipes e pela autoridade do presidente”.

Por sua vez, o presidente da câmara de São Miguel, Herménio Fernandes, considerou o ano de 2017 de “extraordinário” para o concelho, não obstante ter sido um “ano atípico” devido à seca que assolou o país, da qual o município não fica de fora.

Mesmo assim, indicou que diante dessas adversidades conseguiram materializar projectos e investimentos importantes que tiveram impacto na redução da pobreza e na criação de emprego e rendimento.

Segundo o autarca micaelense, a edilidade investiu em 2017 “em todos os sectores”, desde saúde (Unidade Sanitária de Base), educação (reabilitação de jardins de infância, escolas do ensino básico e secundário), desporto, com destaque para infra-estruturação daquele município do interior de Santiago, na requalificação urbana, desencravamento das localidades e requalificação das frentes marítimas.

Modernização administração e formação dos quadros são outros investimentos realizados em 2017.

“Ultrapassamos todas as metas que tínhamos estabelecido inicialmente, dado que fizemos coisas que não constavam no plano de actividade, por exemplo mobilizamos mais dois autocarros escolares e reabilitamos USB”, enfatizou.

Nesta sessão ordinária da AM, a primeira do corrente ano do mandato (2016-2020), saiu da agenda dos trabalhos a proposta de apresentação, discussão e aprovação da proposta do Relatório do Estado de Ordenamento do Território.

FM/AA

Inforpress/Fim