Santo Antão: “Tudo leva a crer que origem do incêndio no Planalto Leste seja fogo posto e PJ já foi accionada” – Orlando Delgado

Cidade da Praia, 27 Jul (Inforpress) – O presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA), Orlando Delgado, disse hoje à Inforpress que tudo leva a crer que a origem do incêndio deflagrado esta madrugada, no Planalto Leste, seja fogo posto.

Orlando Delgado disse que “a Polícia Judiciária (PJ) já foi accionada para as necessárias investigações” porque “pela dimensão e pelo número de fogos surgidos” essa conclusão parece viável seja por negligência seja por vandalismo, até porque, adiantou “estamos numa época que não é de muito calor”.

“É inconcebível que haja pessoas que, por má-fé ou por outra razão qualquer, sejam capazes de destruir um património de gerações”, disse Orlando Delgado.

O edil da Ribeira Grande, que preside à Associação dos Municípios de Santo Antão, destacou o envolvimento das pessoas no combate às chamas que mobilizam todos os bombeiros, do Planalto Leste e dos três municípios, bem como as instituições sediadas na ilha.

Este incêndio de grandes dimensões deflagrou-se por volta das 01:40 de hoje no perímetro florestal do Planalto Leste, em Santo Antão, e é o terceiro que ocorre em menos de dois meses nessa floresta que, há menos de duas semanas, foi dotada de um corpo de bombeiros voluntários como medida preventiva do Governo para a protecção dessa reserva florestal, alvo de frequentes incêndios nas últimas duas décadas.

Segundo esses serviços, o fogo, que começou na zona de Espongeiro, já consumiu grande quantidade da floresta e está a ameaçar as habitações, estando os bombeiros da ilha a ter grandes dificuldades no controle das chamas.

O delegado municipal do Planalto Leste, Paulino Neves, confirmou à Inforpress que “a situação é mesmo complicada” e que o incêndio está a deflagrar em várias frentes, desde Morro Conceição até Morro de Vento.

No período da manhã de hoje algumas famílias foram evacuadas de suas casas porque o fogo estava a ameaçar as habitações e estradas foram cortadas por causa deste incêndio, mas por volta das 13:30 as estradas foram reabertas e a circulação rodoviária faz-se normalmente.

Este incêndio, já considerado o pior de sempre nesta floresta, terá consumido cerca de 60 hectares de floresta (área equivalente a 60 campos de futebol) é “muito mais grave” do que o de Junho de 2017, que consumiu 30 hectares.

Segundo as autoridades, há pelo menos três frentes activas e, neste momento, algumas captações de água já foram destruídas.

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