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Santo Antão: Secretário de Estado da Educação na ilha com instalação do Ensino Superior na agenda

Porto Novo, 17 Mar (Inforpress) – O secretário de Estado da Educação, Amadeu Cruz, visitará Santo Antão a partir da segunda-feira, tendo na agenda a abordagem com autarcas e responsáveis do Ministério da Educação (ME) a questão de instalação do Ensino Superior na ilha.

O ano de 2018 deverá ser de operacionalização do Ensino Superior em Santo Antão, cujos autarcas e quadros têm estado, nos últimos anos, a reclamar um pólo universitário para permitir aos jovens santantonenses prosseguirem os estudos superiores na própria ilha.

Os presidentes das câmaras consideram haver alguma demora na instalação deste grau de ensino em Santo Antão, esperando que, no decurso deste ano, seja concretizado o “sonho dos santantonenses” de terem, na sua própria ilha, um pólo da Universidade de Cabo Verde (UNI-CV) ou a prometida escola superior agrária.

“Foi lançando pelo primeiro-ministro o desafio de termos, em 2017, aqui em Santo Antão, o Ensino Superior, mas isso não aconteceu”, recordou o edil do Porto Novo, Anibal Fonseca, que disse esperar que essa “grande aspiração de termos Ensino Superior em Santo Antão seja concretizada agora em 2018”.

Os autarcas querem trabalhar com o ME na criação das condições que permitam a materialização deste “compromisso” assumido com os santantonenses, designadamente com as famílias e com os estudantes.

O presidente da câmara do Porto Novo considera, porém, que esta ilha tem “todas as condições” para receber um pólo universitário, defendendo que a promoção de uma educação inclusiva em Cabo Verde deve ter em conta “o lado de Santo Antão”.

Dezenas de estudantes deixam, anualmente, Santo Antão para frequentar as universidades no Mindelo e na Cidade da Praia, com custos à volta dos 440 contos/anuais por aluno, sobretudo com o pagamento de propinas e estada.

Num período de quatro anos, que representa a duração média de um curso superior, as despesas podem ascender a 1.760 contos por aluno, segundo as famílias, que consideram “incomportável” tal custo.

Por isso, Santo Antão precisa “urgentemente” de um pólo universitário, advogam, também, alguns quadros, que defendem “um Ensino Superior desenhado para própria ilha”, uma posição também partilhada pelos municípios, ou seja, a concepção de cursos virados para a realidade de Santo Antão, cuja natureza é, essencialmente, agrícola e turística.

Para o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Orlando Delgado, o Ensino Superior, a par do aeroporto, é um dos projectos mais acalentados pela população desta ilha, acreditando que o Governo irá atender a ambas aspirações, “há muito tempo” aguardadas.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, numa recente visita a Santo Antão, assegurou que o Governo está a criar as condições para a operacionalização do Ensino Superior nesta ilha.

Além do tema Ensino Superior, Amadeu Cruz pretende ainda, durante a visita de dois dias, discutir com as autoridades locais a problemática do Ensino Técnico e Profissional em Santo Antão.

O secretário de Estado da Educação encerra, terça-feira, o fórum sobre o desenvolvimento social do município do Porto Novo.

JM/JMV

Inforpress/Fim