Santo Antão: Produtores agrícolas insistem na deslocalização do centro pós-colheita para o porto do Porto Novo

Porto Novo, 23 Jan (Inforpress) – Os produtores agrícolas em Santo Antão voltam a insistir na necessidade de o Governo proceder à deslocalização do centro pós-colheita desta ilha para as instalações do porto do Porto Novo, medida anunciada em meados de 2017.

Este centro, que funciona desde 2013, em Água Doce, nos arredores da cidade do Porto Novo, fica “muito afastado” do porto, situação que, além de encarecer o produto, tem criado alguns constrangimentos aos produtores.

Essa infra-estrutura, construída no quadro do primeiro compacto do programa Millennium Challange Account (MCA), tem sido sub-aproveitada pelos agricultores, segundo os quais a sua “má localização” tem criado um problema de custo do serviço é que prestado aos utentes.

Em Junho de 2017, o Governo anunciou a transferência do centro pós-colheita para as instalações portuárias, como forma de melhor servir os produtores, que dizem ainda aguardar pela concretização dessa medida.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) havia admitido, em Outubro, que a deslocalização do centro de expurgo para o porto seria concretizada “dentro de pouco tempo”, permitindo aos agricultores de Santo Antão tratarem os seus produtos nas instalações portuárias.

No quadro do processo de deslocalização do centro, é intenção do MAA instalar no porto os equipamentos mínimos que vão permitir efectuar a limpeza, tratamento e embalagem dos excedentes agrícolas, que serão exportados para as outras ilhas.

Desde a operacionalização do centro, há quatro anos, se têm queixado da “má localização” dessa infra-estrutura, facto que tem criado vários constrangimentos aos agricultores, desde logo o custo do serviço prestado.

O centro pós-colheita de Santo Antão, que foi construído para contornar o problema do embargo, imposto, desde 1984, aos produtos agrícolas desta ilha, por causa da praga dos mil pés, foi, ao longos desses anos, “sub-utilizado”.

O próprio ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, já admitiu que o centro, que representou um investimento na ordem dos 120 mil contos, tem “muitas vulnerabilidades” desde logo o custo de funcionamento e a sua má localização, que encarecem o serviço prestado aos agricultores.

O centro pós-colheita tem capacidade para processar quase quatro mil toneladas de produtos agrícolas por ano, mas só tem conseguido tratar uma média de apenas 100 toneladas, anualmente.

JM/CP

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