Planalto Leste quer reforço da vigilância da reserva florestal com condições para ser património natural da humanidade

 

Porto Novo, 16 Jun (Inforpress) – Os moradores do Planalto Leste, Santo Antão, exortaram hoje o Governo a reforçar a vigilância nesse perímetro florestal que, nas últimas duas décadas, tem sido fustigado por vários incêndios, sendo o da maior gravidade ocorrido esta semana.

Alguns populares, abordados pela Inforpress, acham que o Governo, através do departamento responsável pelo sector ambiental, deve apostar no reforço da vigilância dessa essa reserva florestal, que está a ser ameaçada por incêndios que, só nos últimos seis meses, devastaram mais de 30 hectares da floresta (área equivalente a 30 campos de futebol).

Além do alargamento dos pontos de vigia, a população sugere, igualmente, a vigilância permanente da floresta com o recrutamento de mais guardas, mas também com a criação de um núcleo de bombeiros e aquisição de equipamentos, como sensores de incêndios, e binóculos, segundo o porta-voz, João Graça.

Em 2008, o Governo dotou esse perímetro de uma viatura de combate a incêndios e um auto-tanque, meios considerados insuficientes.

“Precisamos de mais viaturas preparadas para o combate a incêndios e meios para os bombeiros”, admitiu o edil do Paul, António Aleixo, para quem, em relação ao Planalto Leste, há necessidade de um plano que, além de formação das pessoas em matéria de prevenção e combate a incêndios, abarque ainda a aquisição de mais equipamentos.

Com uma extensão à volta de dois mil hectares, a reserva florestal do Planalto Leste deve pela sua  importância no contexto da biodiversidade nacional e mundial, ser declarada património natural da humanidade, segundo os ambientalistas, posição partilhada ainda pelos autarcas da ilha.

A Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA), que em 2009, em parceria com a direcção nacional do ambiente, desencadeou o processo de candidatura do perímetro florestal do Planalto Leste a património natural da humanidade, pretende retomar o processo, que não avançou como se desejava.

Orlando Delgado, presidente da AMSA explica que, além deste perímetro florestal, considerado um marco da biodiversidade, os autarcas santantonenses estão empenhados em que outros sítios em Santo Antão sejam considerados património natural da humanidade.

Orlando Delgado, que coordena os Serviços da Protecção Civil em Santo Antão, defende, também para o Planalto Leste, um corpo de bombeiros para actuar em situação de emergência nesse perímetro.

O Corpo dos Bombeiros do Porto Novo tem na forja a criação de núcleos em algumas localidades deste concelho, sendo uma delas o Planalto Leste, por ser uma zona de alto risco.

JM/CP

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