Santo Antão: Obras de mobilização e distribuição de água financiadas pelo MCA-CV II serão inauguradas brevemente – director

Ribeira Grande, 15 Mar (Inforpress) – As obras de mobilização e distribuição de água na ilha de Santo Antão, financiadas pelo segundo pacote do Millennium Challenge Account, já foram recepcionadas e deverão ser inauguradas brevemente.

“Neste momento já foi feita a recepção das obras e estamos a procurar acertar as agendas para marcar a inauguração desses projectos” disse o director do Fundo de Água e Saneamento do MCA-CV II (FASA), Nilton Santos, adiantando que no Paul e em Pinhão o abastecimento de água já está a ser feito pelo novo projecto.

No Planalto Leste a disponibilização da água aos utentes foi retardada pela necessidade de melhorar a qualidade da energia disponível nas estações de bombagem, desde Losnã (na Ribeira da Torre) até Pico da Cruz, mas “é coisa que a Electra terá resolvido dentro de uma semana”.

São quatro lotes de obras que deverão levar água de Ribeira de Janela até Pontinha e do Cabo da Ribeira até à cidade das Pombas, no Paul, enquanto na Ribeira Grande os dois lotes de obras existentes no concelho têm em vista o abastecimento das populações de Pinhão e das diferentes localidades do Planalto Leste.

O Paul será um concelho modelo em que os dois lotes de obras foram concebidos para fazer a distribuição da água por gravidade, evitando, assim, os custos de bombagem, enquanto na Ribeira Grande são projectos de bombagem tanto para Pinhão como para o Planalto Leste.

No primeiro caso, o abastecimento de Pinhão, a água é mobilizada na ribeira de Mão-para-Trás e elevada até reservatórios em Pinhão de onde já está a ser distribuída por gravidade e, no caso do Planalto Leste, a água é bombeada desde Losnã, na Ribeira da Torre, e depois distribuída, também, por gravidade.

O projecto contemplou bocas de incêndio que, em caso de sinistro, serão utilizados para abastecer as viaturas dos bombeiros que, assim, não terão de percorrer grandes distâncias para se abastecerem de água.

Para evitar o elevado custo de energia para a bombagem da água desde mão-para-Trás até Pinhão e de Losnã até ao Planalto Leste, o projecto previu a instalação de uma central fotovoltaica, com capacidade para 80 quilowatts em que a energia é injectada na rede da Electra, junto da central única de Santo Antão, e haverá acerto de contas tendo em conta as quantidades de energia produzidas na central fotovoltaica e as consumidas pelas estações de bombagem.

Este projecto contemplou a instalação de mais de 30 quilómetros de condutas e, todos os custos incluídos, custou mais de 270 mil contos.

HF/FP

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