Santo Antão: Municípios estão empenhados na procura de financiamento do aterro sanitário da ilha – autarca

 

Porto Novo, 11 Out (Inforpress) – Os municípios de Santo Antão estão empenhados na procura, conjuntamente com o Governo, do financiamento para a instalação do aterro sanitário desta lha, que depara-se com uma situação “extremamente difícil” em matéria de recolha e gestão do lixo.

Quem o garante é o edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, para quem o aterro sanitário é um projecto do Governo, mas as autarquias em Santo Antão estão empenhadas na mobilização de parcerias com vista à implementação dessa infra-estrutura, que pode custar cerca de 200 mil contos.

“É um projecto do Ministério da Agricultura e Ambiente, mas estamos também empenhados na sua concretização”, sublinhou o autarca, que admitiu que, pelos custos que representa, é “um projecto para mais tarde”, apesar dos “problemas graves” que Santo Antão enfrenta, nesse aspecto.

O problema de recolha, gestão e tratamento dos resíduos sólidos em Santo Antão coloca-se com maior acuidade nos municípios do Paul e Ribeira Grande, que têm estado a depositar o lixo produzido na lixeira intermunicipal de Ribeira Brava (fronteira entre Paul e Porto Novo), espaço que, além da “má imagem” que está a trazer para esta ilha, está a transformar-se num problema de saúde pública.

Para o Governo, a solução para “os graves problemas” que Santo Antão enfrenta, em termos de gestão dos resíduos sólidos passa pela construção do aterro sanitário.

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, disse, recentemente, que já existe “um entendimento” entre os três municípios desta lha, de que a solução para o problema do lixo produzido em Santo Antão passa pela montagem do aterro sanitário, que será localizado no Porto Novo.

Gilberto Silva garantiu que o Governo está “disponível” para “ajudar” os municípios na montagem do sistema de recolha e tratamento do lixo, mas, para já, a preocupação tem a ver com a situação da lixeira inter-municipal, no enfiamento da estrada Porto Novo/Janela, que está a ter reflexos negativos nos sectores ambiental e turístico em Santo Antão.

A Associação do Municípios de Santo Antão (AMSA), que tem alertado para o facto de esta ilha estar a enfrentar “a pior situação” a nível do país em termos de gestão dos resíduos sólidos e líquidos, tem um plano de deslocalização da lixeira intermunicipal para um local mais adequado, mas a sua concretização exige uma verba de 30 mil contos.

Em termos do saneamento, existe em Santo Antão, segundo o presidente da AMSA, Orlando Delgado, “a situação mais difícil do país”, com “problemas graves” de tratamento e gestão do lixo (Ribeira Grande e Paul) e dos esgotos (Porto Novo).

No caso do Porto Novo, este município deverá receber, a partir de Janeiro de 2018, investimentos à volta dos 750 mil contos, visando a resolução dos “graves problemas” de que este município ainda padece, a nível dos esgotos.

Conforme o presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, “já há luz verde” para o financiamento, por parte do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), da extensão da rede de esgotos e de uma estação de tratamento de água residuais (ETAR), neste município.

Este financiamento faz parte de um pacote mais alargado para Santo Antão estimado em um milhão e 200 mil contos, para projectos ligados ao saneamento e água.

JM/CP

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