Santo Antão: Município do Porto Novo é um poço de problemas a nível laboral – sindicalista

 

Porto Novo, 01 Set (Inforpress) – O município do Porto Novo, Santo Antão, é “um poço de problemas a nível laboral”, com trabalhadores “massacrados”, submetidos a “contratos precários de trabalho”, a laborarem dez horas por dia, sem férias e a usufruírem salários baixos.

A denuncia foi feita hoje à Inforpress pelo secretário permanente do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão, Carlos Bartolomeu, na sequência de uma série de encontros que tem vindo a manter, nos últimos, tempos, com a classe trabalhadora nesta ilha.

Tanto no Porto Novo, como em toda a ilha de Santo Antão, a grande maioria dos trabalhadores labora “num sistema sem qualquer controlo”, alertou o sindicalista, adiantando que, além dos problemas relacionados com contratos precários de trabalho e salários baixos, há ainda o problema de cobertura médica e medicamentosa.

Os trabalhadores não têm cobertura médica e medicamentosa porque as instituições onde exercem a actividade profissional não tem enviado os seus descontos ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), explicou.

“Há, em Santo Antão, um desmando total em termos de cumprimento da legislação laboral, com trabalhadores massacrados física e psicologicamente, a laborarem dez horas/dia, sem férias e sem cobertura da segurança social, mas também e a usufruírem salários baixos do estipulado pela lei”, precisou Carlos Bartolomeu.

O secretário permanente do SLTSA disse acreditar que “este estado de coisas, que, a seu ver, não pode continuar em Santo Antão, se deve à ausência da fiscalização do cumprimento da lei laboral por parte das instituições competentes, sobretudo da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT).

Insiste, por isso, na necessidade de o Governo criar nesta ilha representações da IGT e da direcção-geral do Trabalho (DGT) para levarem as instituições públicas e privadas em Santo Antão a cumprirem a legislação laboral.

Carlos Bartolomeu exortou a ministra da Justiça e do Trabalho a criar as condições para que Santo Antão venha a ter, num futuro próximo, delegações desses serviços, há muito tempo reivindicadas pelos trabalhadores santantonenses.

O Governo já informou que, para já, não está nos planos do executivo a criação de representações da IGT e da DGT em Santo Antão, por uma questão de custo, prometendo porém, reforçar a presença na ilha dos inspectores de ambas as instituições.

JM/ZS

Inforpress/Fim