Santo Antão: Missão da FAO no Porto Novo para avaliar projectos de apoio à floresta e agricultura urbana

Porto Novo, 20 Abr (Inforpress) – Uma missão da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) chegou hoje a Porto Novo, Santo Antão, para proceder a “um ponto de situação” dos projectos de apoio à floresta e agricultura urbana e periurbana.

Essa missão, chefiada pelo representante da FAO em Cabo Verde, Nono Rémy, durante a visita de um dia, além dos serviços locais do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), encontra-se ainda com a Câmara Municipal do Porto Novo, entidade que está a executar os dois projectos, financiados por este organismo das Nações Unidas.

O delegado do MAA no Porto Novo, Joel Barros, disse à Inforpress que os projectos, cuja execução está a cargo da edilidade porto-novenses, estão a ser implementados “normalmente”, havendo já acções concretas, sobretudo no quadro do projecto sobre a floresta urbana, financiado na sua totalidade pela FAO.

Entre as acções já realizadas no âmbito deste projecto, se destacam a formação dos beneficiários, a criação de um viveiro e a recuperação equipamento de um furo, cuja água disponibilizada (cerca de 200 toneladas de água/dia), está a ser utilizada na criação dos espaços verdes e reflorestação.

A nível do projecto de apoio à agricultura urbana e periurbana, iniciado neste concelho em meados de 2017, a FAO financia apenas o plano de acção, no âmbito do qual estão a ser implementadas, pela autarquia, em parceria com o MAA, algumas actividades visando o incremento da actividade agrícola na cintura urbana da cidade do Porto Novo.

Uma das acções, já numa fase adiantada de execução, está o projecto sobre a agricultura moderna integrada, que contempla 20 famílias em Chã de Galinheira, na preferia da cidade do Porto Novo, as quais ultimam, nesta altura, a preparação das suas parcelas, podendo, em breve, iniciar a actividade agrícola.

Para a concretização do projecto, financiado em sete mil contos, a edilidade porto-novense disponibilizou às famílias cerca de três hectares de terreno (área equivalente a três campos de futebol) para a pratica da agricultura.

Ainda no quadro do projecto sobre a agricultura urbana e periurbana, os “Verdes”, uma organização de agricultores, sediada na cidade do Porto Novo, têm acordo com a câmara municipal para a exploração de quatro hectares de terreno na zona de Lajadinho, nos arredores desta urbe.

Com o projecto, esses agricultores vão poder desenvolver em Lajadinho um projecto de desenvolvimento agrícola integrado, à semelhança do que está a acontecer em Ribeira Corujinha.

Em Lajadinho, existe em furo que, no quadro do programa de mitigação dos efeitos da seca, vai ser, ainda no primeiro semestre de 2018, recuperado e equipado com um sistema fotovoltaico e colocado à disposição desses agricultores.

Ao longo deste projecto, a edilidade promete disponibilizar cerca de 30 hectares de terreno para exploração agrícola nos arredores da cidade do Porto Novo.

Segundo os responsáveis municipais, Porto Novo dispõe de uma extensa área periférica com disponibilidade de terrenos para agricultura urbana e periurbana, com o objectivo de melhorar o aspecto ambiental desta cidade, mas também contribuir para a segurança alimentar das famílias.

O projecto sobre agricultura urbana e periurbana, lançado a nível nacional, em 2015, com o objectivo de melhorar a dieta das pessoas e garantir a segurança alimentar, além do Porto Novo, contempla ainda as cidades do Mindelo (São Vicente), Praia (Santiago) e Espargos (Ilha do Sal).

Porto Novo beneficia ainda do projecto de apoio à floresta urbana e periurbana, financiado pela FAO, em 423 mil dólares (cerca de 37 mil contos), e que consiste na criação de espaços verdes e reflorestação.

JM/CP

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