Santo Antão: Grande desafio da ilha tem a ver com a redução da pobreza – autarca

Porto Novo, 14 Nov (Inforpress) – O “grande desafio” que se coloca neste momento a Santo Antão prende-se com a redução das “elevadas taxas” da pobreza no seio das populações, sobretudo, nas mulheres, camada que tem sido “o rosto da pobreza” nesta ilha.

A constatação é do vereador da Câmara Municipal do Porto Novo, Valter Silva, que realçou o engajamento dos municípios, no quadro das suas competências, na promoção dos investimentos públicos e privados em Santo Antão, a via para se combater o fenómeno da pobreza que ainda afecta “uma parte significativa” da população desta ilha.

O autarca, que na qualidade de substituto do edil do Porto Novo falava, esta terça-feira, no acto de apresentação da campanha alusiva às comemorações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, informou que tem sido “uma preocupação” das autarquias trazer investimentos para a ilha, como forma de combater o desemprego e a pobreza.

“O combate à pobreza faz-se com investimentos públicos e privados e tem sido uma preocupação por parte dos municípios de Santo Antão, naquilo que é a sua competência, promover investimentos para ilha, como forma de fixar as pessoas nas suas localidades”, notou o vereador.

No caso do concelho do Porto Novo, onde a pobreza atinge metade da população, a edilidade, no entender do autarca, tem sido o “pilar fundamental” na melhoria das condições de vida das populações, com intervenções a nível habitacional, do saneamento e no aumento do acesso à água.

Em relação à educação, a câmara do Porto Novo tem sob a sua responsabilidade 20 jardins infantis, facto que, segundo Valter Silva, demonstra o engajamento do município em criar as condições para que nenhum portonovense fique excluído do sistema de ensino.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos assinala, a 10 de Dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, 70 anos da sua aprovação pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Para marcar a efeméride, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC) lançou, em Junho, uma campanha nacional, com duração de dois anos, com o objectivo de levar os cabo-verdianos a promoverem e a defenderem a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

JM/FP

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