Santo Antão: Comunidades do Planalto Leste aguardam chegada de água canalizada ainda em Janeiro

Porto Novo, 29 Dez (Inforpress) – A água potável deverá chegar, ainda em Janeiro, ao Planalto Leste de Santo Antão, com a inauguração do projecto de abastecimento de água à localidade que enfrenta, praticamente ao longo de todo do ano, a penúria do líquido precioso.

A inauguração deste projecto, aguardado com muita esperança pelas comunidades do Planalto Leste, deve acontecer já no decurso do próximo mês, durante uma deslocação do primeiro-ministro a Santo Antão, no quadro das comemorações do Dia do Município da Ribeira Grande (17 de Janeiro).

Foram já efectuados os testes no sistema de bombagem de água para o Planalto Leste, a partir da nascente de Losnã, Ribeira Grande, que decorreram na normalidade, pelo que, em breve, as famílias de Pico da Cruz, Lombo das Figueiras, Ribeirão Fundo, Águas das Caldeiras, Esponjeiro e Lagoa vão poder ter acesso à água potável.

O projecto de abastecimento de água do Planalto Leste de Santo Antão insere-se num pacote de investimentos em curso nesta ilha financiado no âmbito do II compact do MCV, na ordem dos 253 mil contos.

O projecto abarca ainda o vale do Paul e Costa Leste da Ribeira Grande a nível de melhoria e extensão dos sistemas de abastecimento de água às respectivas populações.

No Paul, o projecto vai permitir a eliminação dos sistemas de bombagem de água através de energia convencional, passando a produção a ser feita por gravidade, enquanto que na Costa Leste e Planalto Leste os investimentos consistem na construção de estações de bombagem e canalização.

Os investimentos financiados através do MCA, segundo os autarcas em Santo Antão, foram pensados para resolver os problemas de água e ambiental que afectam ainda esta ilha, graças às intervenções nas redes e captações, permitido a melhoria da qualidade da água e redução das perdas.

Entretanto, muitas famílias nesse planalto não têm “as mínimas condições” para dispor de água canalizada nas suas casas, segundo um inquérito realizado no âmbito deste projecto, que deveria ficar pronto em Outubro.

Pelo menos 18 famílias vulneráveis em Lombo Figueira, Ribeirão Fundo e Águas das Caldeiras não têm “quaisquer condições” para ter água nas torneiras das suas residências, com a conclusão do projecto, estando os municípios e instituições de cariz social a procurar formas de auxiliar essas famílias.

JM/ZS

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