Santo Antão: Câmara da Ribeira Grande apresenta Plano Operacional de Emergência de Protecção Civil para período das chuvas 

Ribeira Grande, 09 Ago (Inforpress) – A Câmara Municipal da Ribeira Grande apresentou hoje, na Ponta do Sol, o Plano Operacional de Emergência de Protecção Civil para o período das chuvas, durante uma reunião com os agentes da Protecção Civil no concelho.

Trata-se de um documento que dá indicações quanto ao modo de comando e de actuação dos vários organismos, entidades e serviços relativamente ao seu envolvimento e participação em operações de Protecção Civil, com o objectivo de minimizar as perdas de vidas e de prejuízos materiais bem como de assegurar o restabelecimento da normalidade, no mais curto espaço de tempo possível.

O plano define as principais zonas de risco potencial e estabelece um conjunto de normas e procedimentos preventivos que deverão ser utilizados pelos diversos serviços da câmara e por todos os agentes da Protecção Civil antes, durante e depois da emergência.

A segurança das populações é a “grande preocupação” das autoridades nesta época do ano em que se prevê a queda de chuvas e, além do Plano Operacional de Emergência de Protecção Civil, a câmara municipal está a implementar um programa de consolidação dos pardieiros da cidade da Ribeira Grande como forma de prevenir a queda de materiais durante as chuvas e não só.

O vereador do pelouro da Protecção Civil da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Francisco Dias, explicou à Inforpress, no início do mês, que foi feita uma “intervenção difícil” na casa Roberto Duarte Silva mas foi possível meter dentro do edifício todo o material que vinha caindo na rua, foram fechadas as janelas com blocos e fez-se o coroamento com cimento para evitar que a água das chuvas penetre na parede.

“Podemos dizer que já temos condições de segurança para transitar na rua de São Francisco” garantiu Francisco Dias, enumerando outras intervenções similares, nomeadamente em duas casas na rua de Orta, na antiga residência paroquial e na casa dos Tavares, no Terreiro.

Francisco Dias adiantou que continua preocupado com outro problema de segurança que se coloca na rua de Orta, relacionado com uma “pedra de grandes dimensões, debaixo da estrada antiga para o Porto Novo, que ameaça cair”.

“Já mobilizamos várias equipas técnicas, inclusive estrangeiras, mas as soluções que nos têm apresentado são de difícil implementação” disse Francisco Dias, que aponta como solução “mais viável”, embora “muito dispendiosa”, a construção de um muro que vá subindo até chegar a essa pedra evitando, assim, que caia.

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Inforpress/Fim