Santo Antão: Apenas centena e meia de caprinos morreram neste ano de seca no Porto Novo – Aníbal Fonseca

Porto Novo, 04 Set (Inforpress) – Apenas 150 dos 23 mil caprinos, correspondentes a 0,5% do efectivo, morreram neste ano de seca no Porto Novo, o que demonstra que, “em condições muito adversas”, os criadores conseguiram manter o seu gado, segundo as autoridades locais.

Aníbal Fonseca, recorrendo a “dados oficinais”, produzidos pelo Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), diz-se congratular com os resultados do plano de mitigação da seca e salvamento do gado no Porto Novo, já na recta final, que, a seu ver, permitiu, além de manter o efectivo pecuário, criar ainda resiliências às populações para os próximos anos.

No âmbito plano, iniciado em Dezembro, Porto Novo recebeu 80 mil contos para salvamento do gado, criação de emprego e mobilização de água.

Nesses meses, criou-se mais de 1.500 postos de trabalho em todo o concelho, segundo o autarca, informado que no Planalto Norte, a zona mais crítica, conseguiu-se manter as famílias empregadas de forma regular.

A nível de gestão da escassez de água, uma das intervenções do plano de mitigação da seca tem a ver com o equipamento de vários furos com sistemas fotovoltaicos, reduzindo assim o custo de água para a irrigação.

Tratou-se, segundo Aníbal Fonseca, de um plano de mitigação dos efeitos da seca, que contribui para “minimizar o sofrimento das pessoas”, reconhecendo que há “dificuldades acrescidas” que não podem ser atendidas no âmbito do plano.

No caso do Planalto Norte, a edilidade investiu ainda na construção de dez cisternas como intuito de criar resiliências nas populações para os próximos anos.

Porém, na actual conjuntura, Porto Novo continua a precisar de “uma atenção especial” das instituições nacionais e internacionais, segundo edil porto-novense.

Aníbal Fonseca aproveitou, em finais de Agosto, a presença do presidente da Cruz Vermelha, Arlindo de Carvalho, no Porto Novo, para lançar um apelo no sentido de as instituições de solidariedade darem “uma atenção especial” ao seu concelho, que enfrenta um ano de “grandes dificuldades”.

Trata-se de “um ano de seca jamais visto nesses tempos”, que, segundo o autarca, têm trazido “muitas dificuldades” às famílias.

JM/CP

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