Santo Antão/Ano agrícola: Camponeses das zonas altas fazem sementeiras mas “rezam” para que venham mais chuvas

Porto Novo, 12 Set (Inforpress) – As zonas altas de Santo Antão, sobretudo os Planaltos Norte e Leste da ilha, a parte mais afectada pela seca, continuam à espera de mais chuva, apesar de muitos agricultores já estarem envolvidos nas primeiras sementeiras.

No Planalto Norte, até agora, choveu em Bolona e Chã de Feijoal, onde os camponeses estão em plena sementeira, mas a maior parte desse planalto, com forte tradição a nível da pecuária e agricultura de sequeiro, continua a aguardar pelas chuvas, conforme o representante dos camponeses, Fidel Neves.

Na zona Sul do Porto Novo, alguns agricultores iniciaram as primeiras sementeiras, apesar das precipitações não serem ainda tão significativas.

Ainda no Porto Novo, concelho onde um milhar de agricultores foi apoiado com sementes (milho e feijões) pelo Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), registou-se, também, nos últimos dias, alguma precipitação na parte alta da Ribeira das Patas e em Alto Mira que, segundo os agricultores, permitam as primeiras sementeiras.

No Planalto Leste, algumas zonas foram já bafejadas pelas chuvas, mas a localidade de Lagoa, onde a situação de seca parece mais crítica, praticamente ainda não choveu, segundo os agricultores, que dizem ter ainda esperança em as precipitações venham para poder iniciar a faina agrícola.

O representante dos camponeses e líder associativo, Manuel Pinto, avançou que a maioria dos agricultores está ainda com receio de iniciar as sementeiras, embora haja “muita esperança” em que chova nos tempos mais próximos.

A nível de Santo Antão, Porto Novo é o concelho, até agora, menos bafejado pelas chuvas, estimando-se que 90 por cento (%) deste município, o mais árido da ilha, esteja ainda à espera pelas precipitações, ao contrário da Ribeira Grande e Paul que, segundo os agricultores, “estão bem melados”.

JM/CP

Inforpress/Fim