Santo Antão: Abalos sísmicos são outras “vulnerabilidades” da ilha que se deve ter em conta – autoridades

Porto Novo, 24 Ago (Inforpress) – Santo Antão enfrenta outras vulnerabilidades, além da seca, cheias e incêndios, que se deve ter em conta pelos serviços de protecção civil, como são os casos dos movimentos sísmicos que têm ocorrido nesta ilha, nos últimos anos.

Santo Antão enfrenta, neste ano, uma situação de seca (como o todo nacional) mas, em 2016, a ilha tinha sido fustigada por chuvas torrenciais, que devastaram infra-estruturas e terrenos agrícolas e, em Julho, enfrentou um incêndio florestal que destruiu 200 hectares (área equivalente 200 campos de futebol) do perímetro do Planalto Leste.

Além disso, as autoridades locais alertam para a existência de outras vulnerabilidades que decorrem dos “caprichos da natureza” que se deve ter em conta em Santo Antão, referindo-se aos abalos sísmicos que ocorrem, periodicamente, nesta ilha.

“Temos falta de chuvas, mas temos em Santo Antão outras vulnerabilidades decorrentes dos caprichos a natureza: chuvas torrenciais, os incêndios e os momentos sísmicos que devem ser levados em conta, pois, há essa possibilidade”, avisou o presidente da câmara do Porto Novo.

Aníbal Fonseca lançou esse aviso durante a visita, esta semana, a Santo Antão de uma delegação da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV), chefiada pelo seu presidente, Arlindo Soares de Carvalho, que anunciou a criação de algumas infra-estruturas nesta ilha visando preparar esta ilha para fazer face às catástrofes.

O autarca do Porto Novo considera “acertada” a decisão da CVCV de construir em Santo Antão, mais exactamente, no Porto Novo a base de logística da Cruz Vermelha para a região norte de Cabo Verde, projecto que visa, precisamente, reforçar a intervenção desta instituição nesta ilha e em toda a região norte do arquipélago.

Pelos menos, desde 2010, têm ocorrido em Santo Antão alguns abalos sísmicos, o último dos quais, com magnitude 4.4 na escala de Richter, verificou-se, em Maio de 2017, na zona sul desta.

Já em 2015, foi registado, em Ponta de Peça, proximidades de Tarrafal de Monte Trigo, no Porto Novo, um sismo de magnitude 4.0, que foi sentido também em São Vicente.

Já em 2012, o interior e litoral da ilha de Santo Antão foram fustigados, igualmente, por abalos frequentes de baixa magnitude, sem, contudo, provocar sobressaltos às populações.

A partir do Tope de Coroa, um cone que se desenvolveu no interior de uma cratera, situado na parte noroeste da ilha de Santo Antão, tem havido, nos últimos anos, notícias sobre actividades sísmicas.

JM/CP

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