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Santo Antão: 2018 deve ser ano de operacionalização do ensino superior na ilha – autarcas

Porto Novo, 08 Jan (Inforpress) – O ano de 2018 deve ser de operacionalização do ensino superior em Santo Antão, ilha que, nos últimos anos, tem estado a reclamar um pólo universitário para permitir aos jovens santantonenses prosseguirem os estudos superiores localmente.

A conclusão é dos autarcas que lamentam a demora na instalação do ensino superior em Santo Antão, esperando que, no decurso deste ano, seja concretizado o “sonho” dos santantonenses de terem, na sua própria ilha, um pólo da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) ou a prometida escola superior agrária.

Os autarcas lembram que o Governo havia prometido instalar, em 2017, ensino superior em Santo Antão, esperando que o Executivo consiga agora em 2018 criar as condições com vista à materialização deste “compromisso” assumido com os santantonenses, designadamente com as famílias e os estudantes.

“Foi lançando pelo primeiro-ministro o desafio de termos, em 2017, aqui em Santo Antão, o ensino superior, mas isso não aconteceu”, recorda o edil do Porto Novo, Anibal Fonseca, que disse esperar que essa “grande aspiração” de terem ensino superior em Santo Antão “seja concretizada agora em 2018”.

O presidente da câmara do Porto Novo considera que esta ilha tem “todas as condições” para receber um pólo universitário, defendendo que a promoção de uma educação inclusiva em Cabo Verde deve ter em conta “o lado de Santo Antão”.

O Governo deve criar as condições para “proporcionar” aos estudantes em Santo Antão a oportunidade de, também, frequentar o ensino superior, na sua própria ilha e para o desafogo das famílias, reivindicam os responsáveis municipais, segundo os quais “muitos jovens” nesta ilha são obrigados a interromper os estudos a partir do secundário, dadas as dificuldades das famílias.

Dezenas de estudantes saem, anualmente, de Santo Antão para frequentar as universidades no Mindelo e na Cidade da Praia, com custos à volta dos 440 contos/anuais por aluno, desde o pagamento de propinas, estadia, compra de materiais e outras despesas.

Num período de quatro anos, que representa a duração do curso, o valor pode ascender a 1.760 contos por aluno, custo incomportável para muitas famílias.

Por isso, Santo Antão precisa “urgentemente” de um pólo universitário, segundo alguns quadros que dizem, porém, não ser “apologistas da generalização, por si só” do ensino superior em Cabo Verde.

O edil porto-novense partilha dessa posição defendendo que, no caso de Santo Antão, pode-se “desenhar cursos superiores” virados para a realidade desta ilha, cuja natureza é, essencialmente, agrícola e turística.

Para o presidente da câmara da Ribeira Grande, Orlando Delgado, o ensino superior, a par do aeroporto, é um dos projectos de que Santo Antão precisa para travar a perda da sua população, acreditando que o Governo irá  atender a ambas aspirações, “há muito tempo” acalentadas pelos santantonenses.

O professor universitário, António Silva, natural de Santo Antão, considera “urgente” a necessidade de a “ilha das montanhas” dispor da própria infra-estrutura Académica, defendendo a criação de uma universidade agrícola para desenvolver cursos ajustados à realidade de Santo Antão.

As ciências ambientais, gestão florestal, gestão de água, horticultura, fruticultura e pecuária, além de gestão dos transportes, marketing e comercialização agrícola, são as áreas em relação às quais podem desenvolver cursos, segundo esse académico, radicado na Holanda.

António Silva tem na forja um projecto de criação duma sociedade cooperativa para dinamizar o ensino superior em Santo Antão, a partir de 2019, que terá por missão “contribuir para o desenvolvimento sustentável” desta ilha, explicou.

Conforme o docente, essa sociedade prevê realizar o congresso constituinte em Dezembro deste ano e iniciar as actividades nos princípios de 2019, com campus em Afonso Martinho (Ribeira Grande) e Lajedos (Porto Novo), abarcando 50 estudantes.

A criação de um pólo universitário é “uma reivindicação justa dos santantonenses”, advoga, também, o professor Elísio Rocha, director da escola secundária Progresso, com sede na cidade do Porto Novo, acreditando que “os graves problemas” que Santo Antão enfrenta decorrem, precisamente, das “deficientes oportunidades de acesso à formação profissional e superior” existentes na ilha.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, numa recente visita a Santo Antão, assegurou que o Governo está a criar as condições para a operacionalização do ensino superior nesta ilha, estando, neste momento, a ser discutida com os municípios a questão da localização do pólo universitário.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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