Santiago: Ex-trabalhadores do SAAS continuam sem saber qual o seu futuro laboral – sindicato

 

Assomada, 20 Abr (Inforpress) – Os ex-trabalhadores da extinta empresa Serviço Autónomo de Água e Saneamento de Santiago estão sem receber os seus salários em atraso e continuam na indefinição do futuro laboral, denunciou hoje o secretário permanente da SISCAP.

Em conferência de imprensa, os ex-trabalhadores do SAAS, juntamente com o seu sindicato representativo, SISCAP, posicionaram-se em frente à empresa Águas de Santiago (AdS), na cidade de Assomada, no município de Santa Catarina, para falarem da sua situação.

O secretário permanente do SISCAP, Joaquim Tavares, disse à imprensa que o processo da passagem dos trabalhadores do SAAS para AdS e de indemnização tem decorrido “lento e sem transparência”, criando constrangimento junto dos trabalhadores, sobretudo atraso no pagamento.

“Encontramos um atraso de quatro meses e até mais. O problema que se põe, é que no momento do pagamento há uma indefinição de quem assume esta responsabilidade e (…) os responsáveis por esta situação, talvez não têm tido sensibilidade e humanismo em ver a gravidade que isto constitui para esses familiares”, disse.

O sindicalista denunciou que alguns trabalhadores que foram seleccionados para serem enquadrados na AdS, não foram recebidos e a empresa resolveu fazer outras contratações.

Informou que os trabalhadores que foram enviados para o seu serviço de origem, ou seja, para as câmaras municipais, foram recusados à sua volta, o cálculo para os que vão ser indemnizados ainda não está clarificado, e os que foram para a reforma antecipada até agora esperam receber os seus salários.

Joaquim Tavares apela aos responsáveis, nomeadamente o Governo, a AdS e as câmaras municipais para assumirem as suas responsabilidades, porque são muitas famílias que estão a sofrer nesta indecisão.

“Os trabalhadores querem uma informação concreta que lhes dá segurança no seu posto de trabalho e no seio familiar”, frisou.

Este sindicalista fez saber que por várias vezes reuniu-se com algumas autoridades, outras vezes pediu encontro com outros responsáveis, mas não foram recebidos, pelo que, assegurou, vão continuar nesta luta.

AM/CP

Inforpress/Fim

mobilya imalat