Santa Cruz vai acolher a I edição da Feira de Banana em 2019

Cidade da Praia, 31 Ago (Inforpress)  – A Associação de Turismo de Santiago (ATS) está, juntamente com a Câmara Municipal de Santa Cruz, a organizar a I edição da Feira da Banana de Cabo Verde, agendada para Fevereiro de 2019 nesse concelho.

A informação foi avançada a imprensa pelo presidente da ATS, Eugénio Inocêncio, que para a materialização deste projecto anunciou a criação de uma incubadora de empresas em Santa Cruz, com vista a facilitar a organização do evento.

A Feira da Banana está projectada para ser uma exposição em toda a fileira deste fruto característico de Santa Cruz e que vai envolver a oferta de gastronomia, artesanato  de produtos transformados, de modo a tornar-se no primeiro passo para a criação da primeira central de compras em Cabo Verde.

Espera-se que, embora sendo micro ou pequenas empresas, tenham “qualidades suficientes” para poderem tirar partido do “ecossistema financeiro” e das “linhas de crédito colocadas à disposição”.

O responsável mostrou-se convicto de que a partir deste evento a associação que dirige vai ajudar o aparecimento de promotores com “projectos de qualidade” ligados aos sectores tradicionais, designadamente  da agricultura, da pesca e do artesanato, para que possam ser capazes de apresentar “projectos bancáveis” nos bancos comerciais, capazes de facilitarem o financiamento.

Hoje, a Associação de Turismo de Santiago, explicou Eugénio Inocêncio, encontra-se a promover cerca de 20 empresas espalhadas pela ilha e Santiago.

“Queremos  que dentro de três anos sejam 200 empresas e que dentro de sete anos, em vez de 200 sejam 2000 para tirar partido do ecossistema da disponibilidade financeira dos bancos”, concretizou.

Eugénio  Inocêncio enalteceu o facto de os bancos que operam no território nacional terem manifestado “parecer favorável” ao financiamento disponibilizados para as empresas, ainda que exista um “longo caminho” a percorrer.

Isto por acreditar que o “grande problema em Cabo Verde” é criar as condições que permitam aos micro e pequenas empresários promoverem “projectos bancáveis” junto da banca, concluiu.

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