Santa Cruz: Mais de 60 alunos do 5º e 6º anos de Chã da Silva ainda sem aulas por falta de salas

 

Assomada, 05 Out (Inforpress)-Mais de 60 alunos do 5º e 6º anos de escolaridade, da localidade de Chã da Silva, no concelho de Santa Cruz, ainda não foram às aulas que arrancaram há de cerca de três semanas, por falta de salas.

Os pais e encarregados de educação dos alunos, preocupados com tal situação, procuraram a comunicação social para mostrarem o seu descontentamentos, pedindo a resolução do problema por parte do Ministério da Educação (ME), isto porque a escola não tem condições de infra-estruturas, segundo um relatório do Laboratório da Engenharia Civil (LEC).

É que segundo dizem, os pais tinham sido inicialmente informados que já havia uma solução, que passava pela colocação de contentores adaptados a escritórios, tendas ou deslocação para a escola de Ponta Achada que se encontra vazia e que o ME ia assegurar o pagamento dos transportes escolares.

Mas decorrido todo esse tempo, aguardam pela resposta que, dizem, tarda a chegar.
Célia, mãe de um aluno de 6º ano, disse que os pais e encarregados de educação não têm nenhuma informação sobre a solução encontrada por parte do Ministério da Educação, quanto ao espaço onde os alunos serão colocados, indicando que os pais estão preocupados com a demora das autoridades, temendo até perda do ano lectivo dos filhos.

Por seu turno, Ardano Tavares, irmão de um aluno de 5º ano, fez saber que a comunidade está disponível para ajudar o ME ou a delegação escolar com mão-de-obra, caso for necessária a reabilitação da escola ou outra solução encontrada.

Já a aluna de 5º ano Samire Monteiro, que lamenta o facto de não ir às aulas deste o seu inicio (18 de Setembro), pediu que seja colocada pelo menos um contentor para funcionar como sala de aula porque estão atrasados e a perderem muitas matérias.

O delegado do Ministério da Educação de Santa Cruz, Adilson Freire, explicou que após a constatação da LEC de que a escola não tinha condições a nível de infra-estruturas, reuniram-se com a comunidade para lhes informar de tais problemas, tendo saído como solução a procura de espaços para colocar os mais de 200 alunos, ainda que seja com recurso a aluguer.

Informou a mesma fonte que os alunos de 1º a 4º anos iniciaram as aulas normalmente em espaços alugados, ficando apenas os de 5º a 6º anos.

Para estes alunos,  tendo em conta que não havia mais espaços para aluguer na comunidade, os apontaram com “melhor solução” deslocação para uma escola vazia em Ponta de Achada em que asseguravam os transportes mas, por resistência de alguns não levaram adiante.

Segundo este responsável, de momento a solução é a colocação de um contentor adaptado para escritórios, oferta de uma empresa, ajuntando que começaram a fazer os trabalhos como preparação do terreno, e que já tem blocos e outras materiais, faltando apenas a montagem da “sala”, por parte da empresa doadora.

“Tudo indica que até final desta semana a empresa vai trazer os contentores e na semana de segunda-feira arrancaremos com as aulas”, garantiu Adilson Freire, sustentando que os alunos não ficarão atrasados relativamente às matérias.

FM/JMV

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