Santa Cruz: Autarca Carlos Silva faz balanço “positivo” do primeiro ano de mandato e exalta ganhos no domínio social

 

Pedra Badejo, Santa Cruz, 26 Set (Inforpress)- O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz considera que um ano depois das eleições o balanço é positivo e exalta “ganhos visíveis e importantes” no domínio social, atendendo que a autarquia acabou com a “política do assistencialismo”.

Em entrevista à Inforpress, Carlos Silva destacou ainda ganhos em vários sectores, principalmente em obras de requalificação de alguns bairros, mas diz que a “maior obra da equipa camarária foi a eliminação, pela raiz, da política de assistencialismo na câmara”.

O edil explicou que para “acabar com a política de assistencialismo” na questão de saúde, com a antiga prática de “apoio” para a compra de medicamentos, a autarquia implementou a Mutualidade de Saúde, cestas básicas e substituíram o pedido de emprego com actividades geradoras de rendimento e que na habitação as pessoas passaram a comparticipar com materiais e a “câmara dá o último, que é o cimento”.

No entanto, ajuntou que a meta da edilidade é “não dar nenhum saco de cimento” e aplicar a mesma politica na educação, tendo em conta que a implementação de tal política “reduziu o tempo de espera e descriminação” e que este “grande ganho” vai contribuir para o “desenvolvimento” de Santa Cruz.

Além de ganhos no domínio social, em que “as pessoas já perceberam a iniciativa da edilidade”, Carlos Silva apontou como outro desafio por vencer tornar Pedra Badejo numa “cidade limpa, bonita, atractiva e simpática”.

Em termos de obras, elencou o melhoramento de produção e abastecimento de água no valor de 84 mil contos , com previsão para o término em finais de Outubro, requalificação urbana com obras já feitas e outras em curso.

No campo do desporto e da Cultura, indicou o Centro Olímpico para África e construção de três campas para “preservação da memória” dos artistas.

Do ponto de vista económico, o autarca diz ter já definido as “grandes prioridades” para alavancar o município, o que passa primeiramente pela diminuição o desemprego, que considerou ser o “maior problema” do concelho, apostando nas potencialidades do município, que são a agricultura, a pesca, a pecuária e o turismo rural.

A criação de uma cooperativa agrícola, requalificação de recursos humanos nas áreas em que o município tem potencialidades (agricultura, pesca e pecuária), a construção de um porto comercial para escoamento de produtos, centro de produção agrícola dos produtos produzidos na região e um centro social de pesca, são projectos em forja, cujos passos estão sendo dados “timidamente”.

“Em termos qualitativo, neste primeiro ano, o balanço é positivo, porque priorizámos a mobilização de parcerias e recursos suficientes para terminarmos o mandato sem grandes sobressaltos”, afirmou, perspectivando melhorais em 2018.

No que tange à relação com o poder central, afirmou que a “relação é boa e sem audiência pendente”, com contratos programas assinados para a construção de uma placa desportiva (4 mil contos), troço de estrada de Boa Ventura, já com primeira pedra lançada e orçado em nove mil contos.

Do contrato programa com realizações, destacou a reabilitação do ex-ciclo preparatório em aproximadamente 17 mil contos, cujas obras estão na recta final.

Já no que concerne a fundos, informou que até agora a edilidade só recebeu o Fundo Rodoviário, avaliado em 7 mil contos, tendo recebido apenas 1500.

Relativamente aos fundos de Ambiente (139 mil contos) e do Turismo (131 mil contos), o autarca avisou que ainda não os recebeu, mas assegurou que a “perspectiva é boa”.
FM/JMV

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