Santa Catarina: Gil Moreia faz balanço positivo da exposição em vinil porque “atingiu” os estudantes

 

Assomada, 14 Out (Inforpress) – O coleccionador de discos produzidos em vinil, Gil Moreira disse hoje à Inforpress que a sua exposição foi um “sucesso”, porque conseguiu o objectivo deste certame, o de levar mais informações aos jovens estudantes sobre a cultura cabo-verdiana.

“A exposição tem tido uma grande afluência e é a primeira vez que monto uma exposição e inauguro no mesmo dia e a avaliação é positiva”, disse, realçando que o “ponto alto” da exposição se traduz com a visita dos estudantes do Liceu Amílcar Cabral, Escola Técnica Grão Duque Henry e Escola Secundária Armando Napoleão Fernandes.

O também actor, músico e professor, fez essas considerações em declarações à Inforpress, em jeito de balanço para caracterizar a exposição de dois dias, sexta-feira e sábado e que culmina hoje com a abertura das comemorações alusivas ao Dia Nacional da Cultura, assinalado a 18 de Outubro, com actividades um pouco por todo o país.

Segundo disse, não se pode pensar em cultura se não se investir nos mais novos, sublinhando que com esta exposição quis fazer também com que os mais jovens se sensibilizassem e dessem continuidade à musica cabo-verdiana que está em crise.

Sem avançar número exacto dos discos em exposições, garante que são mais de um milhar, tendo em conta que é uma colecção iniciada há 20 anos e que terá continuidade.

Explicou, no entanto, que a exposição não é só da música de Cabo Verde, mas que eflecte também a caminhada das músicas que passam por Cabo Verde, ou seja, um país interposto e mercado da música.

A exposição faz parte de um leque de outras actividades como, worshop e oficina, lançamento de contos, apresentação de projectos culturais, concerto de musicas tradicionais (batuku e cimboa, morna, coladeira), desfile de tabanka e teatro.

Uma versão semelhante será inaugurada segunda-feira no Palácio de Cultura Ildo Lobo, na Cidade da Praia, culminando com um Encontro Nacional dos contadores de Estorias na Biblioteca Nacional.

Na sexta-feira, ao usar da palavra no acto de inauguração deste certame, o ministro da Cultura  disse que quem visita esta exposição vai conseguir ver “toda a história da música e da literatura cabo-verdiana  e da própria evolução das lutas políticas e simbólicas, da mudança de estilo e do engajamento do corpo dos artistas nacionais no desenvolvimento do país”.

“Creio não haverá uma exposição mais simbólica para se celebrar este ano o Dia Nacional da Cultura”, advogou Abraão Vicente.

Relativamente às actividades alusivas ao Dia Nacional da Cultura e que vão decorrer um pouco por todo país, indicou que vão cantar com o engajamento das câmaras municipais e de todas as instituições ligadas ao Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

Informou que a Biblioteca Nacional vai promover um colóquio nacional sobre Eugénio Tavares, a Academia Cesária Évora de Artes terá actividades sobre a prática do piano e violino, workshop, exposições, formações e uma passagem de moda no dia 18 à noite, que será, entretanto, marcado com a assinatura simbólica de protocolos com mais de 30 escolas do ensino artístico.

FM/FP

Inforpress