Santa Catarina: Famílias de Rincão e Furna Acima transferidas após alerta de depressão tropical regressam às suas casas

Assomada, 04 Set (Inforpress) – Famílias de Rincão (Baixo Lá) e de Furna Acima, no concelho de Santa Catarina, transferidas na sexta-feira, 31, após alerta da passagem de depressão tropical pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG), já regressaram às suas casas.

Segundo o vereador da Segurança e Protecção Civil, Emanuel Carvalhal, o processo de retorno das famílias de Baixo Lá, que estavam alojadas em casas de familiares e de Furna Acima, que se encontravam na Escola Secundária Armando Napoleão Fernandes, iniciado domingo, culminou esta segunda-feira.

A transferência das famílias de Baixo Lá, num total de 120 pessoas, na sua maioria idosos, deveu-se à subida do nível do mar, uma vez que as suas casas ficam situadas à beira-mar e perto das rochas.

Já as 13 famílias (60 pessoas), da localidade de Furna Acima, a sua transferência foi motivada pelo “perigo eminente” de queda de uma rocha.

Conforme explicou Emanuel Carvalhal, a intenção da edilidade era que as pessoas transferidas de Furna Acima regressassem às suas casas após terem provocado a queda daquela rocha em perigo de desabamento, mas, como as famílias têm os seus bens e animais e ainda por causa das sementeiras permitiram o seu regresso.

Entretanto, o vereador garantiu que, tendo em conta o número de famílias existente na localidade, a câmara vai fazer um “trabalho de fundo”, com o intuito de eliminar, na totalidade, a situação de “perigo eminente” de queda de rocha.

Para isso, informou que a Câmara Municipal está a articular com o Ministério das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação e o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) para que possam ver a melhor forma de provocar a queda daquela rocha “o mais urgente possível”.

É que segundo o autarca, independente da época de chuva, têm que fazer esse trabalho, tendo em conta que ali é a única passagem para aquela localidade que vai, igualmente, ganhar uma estrada com a materialização da queda da rocha.

Sem avançar uma data para os trabalhos com vista a queda da rocha, Emanuel Carvalho informou que no dia da execução dos trabalhos, que, provavelmente, terá a duração de um dia, segundo informações de técnicos, as pessoas vão ser alojadas nas vizinhanças.

FM/CP

Inforpress/Fim