Ruanda e Uganda negam acordo com Israel para acolhimento de migrantes africanos

 

Kigali, Ruanda, 05 Jan (Inforpress) – O Ruanda e o Uganda desmentiram hoje qualquer acordo com Israel para o acolhimento de milhares de migrantes que devem abandonar o Estado judaico nos próximos três meses ou arriscarem a prisão.

O Governo israelita ordenou esta semana aos migrantes e refugiados do Sudão e Eritreia para saírem “em direcção aos seus países ou um país terceiro”, numa referência ao Ruanda e Uganda. Os que deixarem Israel antes de Abril vão receber 3.500 dólares (2.900 euros), passagem aérea e outros incentivos.

Muitos migrantes referem ter fugido a conflitos e perseguições, tendo solicitado o estatuto de refugiado. Israel designa-os de infiltrados e considera-os na sua maioria migrantes económicos, e cujo número ameaça a especificidade judaica do país do Médio Oriente.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros ruandês, Olivier Nduhungirehe, negou em declarações à agência noticiosa Associated Press (AP), qualquer acordo com Israel para o acolhimento de requerentes de asilo.

O ministro de Estado para as Relações Internacionais ugandês, Henry Okello Oryem, também referiu não existir qualquer acordo nesse sentido.

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