Ribeira Grande de Santiago: PAICV e MpD com leituras diferentes sobre a execução de projectos

Cidade da Praia, 28 Mai (Inforpress) – Os líderes das bancadas do PAICV (oposição) e do MpD (poder) na Assembleia Municipal da Ribeira Grande de Santiago não se entendem sobre a capacidade da edilidade na execução dos projectos de desenvolvimento do município.

Franklin Ramos, do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, mostra-se “muito séptico” quanto ao cumprimento por parte da Câmara da Ribeira Grande de Santiago em relação às propostas de obras que apresentou hoje durante a reunião da Assembleia Municipal.

“Esta câmara, desde 2008 , tem um plano de actividades que elenca obras  e, até agora nunca saiu do papel e, por isso, não dá para acreditar”, desconfia o representante do PAICV, para quem, em termos de execução de obras, durante 2017,  “foi zero”.

“Nesta câmara não acreditamos porque nunca nos deram garantia”, concluiu Franklin Ramos.

Por sua vez, Nilton Livramento Monteiro, líder da bancada do Movimento para a Democracia (poder), tem uma leitura diferente em relação ao desempenho da edilidade dirigida por Manuel de Pina.

“A câmara tem estado com uma dinâmica excelente, o que nos dá uma enorme satisfação”, afirmou Nilton Monteiro, que diz acreditar que a câmara municipal vai realizar os projectos das obras apresentados hoje aos munícipes.

Segundo ele, durante 15 anos a câmara “não teve o Governo como um parceiro estratégico”.

“Com a dinâmica da câmara e o envolvimento do Governo, acredito que teremos a realização destes projectos”, indicou.

Instado qual foi a taxa de realização de projectos em 2017, afirmou que foi à “volta de 66% (por cento)” e vários outros tiveram, segundo ele, continuidade este ano.

“Aqui na Ribeira Grande, a oposição nunca vê nada de positivo que a câmara tem desenvolvido”, sublinhou.

Entretanto, durante a sessão da Assembleia Municipal de hoje notava-se alguma desorganização na condução dos trabalhos havendo quem dissesse à Inforpress que aquele órgão estava a funcionar como se fosse na chamada “terra de ninguém”.

LC/ZS

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