Responsável do Espaço Aberto Safende preocupada com tendência de portadores do HIV/Sida de querer transmitir vírus propositadamente

Cidade da Praia, 24 Fev (Inforpress) – A vice-directora do centro Espaço Aberto Safende, Jandira Tavares, manifesta-se preocupada com os portadores do vírus HIV/Sida da comunidade de Safende por alguns demonstrarem tendência de querer transmitir vírus propositadamente aos parceiros.

Esta inquietação foi transmitida pela Jandira Tavares à Inforpress quando falava das actividades e preocupações do Espaço após dez anos a trabalhar na comunidade de Safende.

“Aqui no centro fazemos atendimento psicológico de várias pessoas portadoras do vírus e temos ouvido destes a seguinte frase: Alguém me transmitiu, por isso, vou transmitir aos outros”, disse, mostrando-se triste com este tipo de pensamento.

Segundo aquela responsável e psicóloga do Espaço Aberto Safende, é preocupante estar a sensibilizar pessoas sobre uma doença como sida e estar depois a ouvir tal comentário.

A responsável do centro referiu-se ainda, ao facto de conhecer pessoas do bairro que sabem que estão infectadas e que não procuram os serviços de saúde para conhecerem a sua real situação e nem um acompanhamento medicamentoso e psicológico.

“Esse tipo de atitude tem estado a criar muitos problemas, pois, nós temos identificados na comunidade pessoas com o vírus, mas que não procuram tratamento mesmo após indicações nossas porque não querem que ninguém saiba que são portadores do vírus HIV/Sida”, afirmou.

Perante este comportamento, garantiu que alguns começam a ter complicações de saúde, continuam a ter sexo sem protecção com o seu par e engravidam sem fazer qualquer tratamento, dando vida a uma criança portadora de vírus.

“E quando não é isso, fazem sexo sem protecção com ouras pessoas sem dizer que são portadoras do vírus HIV/Sida”, enfatizou.

Jandira Tavares assegura que o centro já trabalhou com estas pessoas que estão bem identificadas, recomendando-lhes comportamento mais saudável e indicando-lhes sítios onde podem ter melhor tratamento, mas que a atitude tem sido o de “não me importo”.

PC/CP

Inforpress/Fim