Representante da rede nacional de pessoas que vivem com o VIH-Sida apela a uma resposta mais célere (c/áudio)

Cidade da Praia, 01 Dez (Inforpress) – O vice-presidente da rede nacional de pessoas que vivem com o VIH-Sida, Ailton Lima, disse hoje, na Praia, que apesar dos indicadores serem bons é necessário que as autoridades dêem uma resposta mais célere à problemática do VIH-Sida.

“Existem metas que são para 2020, já estamos no final de 2018, então precisamos acelerar essas respostas, principalmente nas cidades onde existem maiores casos de novas infecções. Mas não somente nessas cidades, do Mindelo e da Praia, porque temos outros meios, como rurais em que a informação ainda não chega com qualidade ou se chega, chega muito pouco”, advertiu.​

Ailton Lima que falava na cerimónia do acto central do Dia Mundial da Luta Contra a Sida, que este ano se celebra sob o lema “Conheça o seu estatuto serológico”, pediu às autoridades que invistam mais nas pessoas que vivem com o VIH, apostando em acções de formação.

A mesma fonte apelou ainda às autoridades no sentido de darem uma maior atenção aos portadores de doenças mentais que, a seu ver, são pessoas que têm sido esquecidas.

“Você fala com as pessoas que são doentes mentais, são pessoas que são activas sexualmente, eles não sabem nem o que significa VIH, muito menos o que significa a prevenção, usar preservativos, que o VIH se transmite por via sexual e gostaria de deixar esse repto aqui”, afirmou.

Portador desta doença há mais de 15 anos, Ailton Lima aproveitou a ocasião para apelar às pessoas com VIH à exercerem o seu dever de fazer o tratamento, o seguimento e não transmitam o VIH às outras pessoas.

AM/ZS

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