Protecção Civil: Ministro quer organização de planos de emergência para se conhecer riscos

Cidade da Praia, 07 Dez (Inforpress) – O ministro da Administração Interna defendeu hoje que, em matéria de Protecção Civil, é importante uma organização de planos de emergência para conhecer onde é que estão os riscos e estar melhor preparado para agir.

Paulo Rocha fez esta declaração aos jornalistas à margem da Jornada Nacional de Reflexão sobre a Redução de Riscos e Desastres, realizada hoje pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) e parceiros, na cidade da Praia.

Sobre o evento, Paulo Rocha afirmou que se trata de uma jornada de discussão dos “elementos essenciais” da Estratégia Nacional de Redução dos Riscos, documento aprovado agora em 2018 e que define as linhas de orientação.

O mesmo envolve, segundo Paulo Rocha, o poder central e os municípios, definindo “áreas prioritárias”.

A estratégia, segundo disse, visa melhorar a compreensão dos riscos, saber onde é que estão a vulnerabilidades, defini-las, conhece-las para que os serviços de Protecção Civil possam estar capazes de reagir.

Mas também, continuou, a estratégia prevê que se possa efectuar um processo de recuperação “mais resiliente”, com indicação, prosseguiu, de todos os tipos de riscos.

A estratégia preconiza ainda um conjunto de acções tendentes a minimizar as posições de riscos.

“Esta é a prioridade neste momento, para que todos os municípios estejam em pé de igualdade em matéria de compreensão dos riscos”, precisou, de “melhor preparação” e, fundamentalmente, de “melhor resposta”, caso venha a ser necessário.

Ainda na sua declaração, Paulo Rocha que salientou os serviços de Protecção Civil estão, praticamente, em todos os municípios.

“Temos mais debilidade em matéria de corporações de bombeiros, que é a força operacional da Protecção Civil local”, ajuntou.

Entretanto, disse que o Governo está a “trabalhar de perto” com todos os municípios e que, neste momento, “quase todos já têm corporações de bombeiros, profissionais ou voluntários, que é um passo essencial”.

Paulo Rocha mostrou-se satisfeito pelo facto de haver “várias câmaras municipais” com corporações de bombeiros voluntários.

Disse ainda que, por outro lado, está em discussão “uma série de incentivos” de forma a atrair “ainda mais pessoas” para esse serviço voluntário a nível dos bombeiros.

“Esta é uma questão essencialmente municipal, as corporações de bombeiros são de gestão municipal e, felizmente, que nós vamos vendo várias iniciativas de adesão às diferentes corporações de bombeiro ao nível nacional”, acrescentou.

GSF/AA

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