Primeiro-ministro quer que seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas seja marcante

 

Cidade da Praia, 15 Set (Inforpress) – O primeiro-ministro quer que seu discurso na 72ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas seja marcante relativamente àquilo que é a visão do Governo quanto ao desenvolvimento do país, sem esquecer as grandes inquietações mundiais.

Ulisses Correia e Silva que manifestou este interesse hoje em declarações à imprensa na Cidade da Praia, à margem de um encontro com os presidentes das câmaras municipais, disse que as linhas de força do seu discurso no dia 22 de Setembro em Nova Iorque (EUA), vai ser de reafirmar o comprometimento de Cabo Verde, enquanto país pequeno, no diálogo pela paz, para a tolerância e para um mundo mais equilibrado.

“Vamos reafirmar também, as nossas valências enquanto país que quer acelerar o seu processo de desenvolvimento e uma palavra muito especial aos pequenos Estados insulares, nomeadamente nas questões das alterações climáticas que os atingem e colocam em nível de vulnerabilidade muito alta, e a prova é que os últimos furacões atingiram as ilhas de Caraíbas de uma forma muito pronunciado”, disse.

Para além de discursar no evento, Ulisses Correia e Silva terá encontros bilaterais ao mais alto nível com os chefes de delegação dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, entre outros.

Nesta sua deslocação a EUA pela primeira vez como primeiro-ministro, que começa a 18 de Setembro, Ulisses Correia e Silva tem agendado outros encontros com entidades e personalidades de diversas áreas e no dia 24 de Setembro vai estar com o ministro da Defesa, Luís Filipe Tavares, para assinar, em Washington, o acordo SOFA (em inglês -Status of Forces Agreement)

“O SOFA vai envolver um acordo para a defesa e segurança, tendo em conta que Cabo Verde tem as suas vulnerabilidades conhecidas, a nossa localização, o facto de sermos um país pequenos precisa de alianças fortes para a segurança e os EUA é um parceiro de referência, assim como a União Europeia e outros países que colaboram com Cabo Verde”, explicou.

Ulisses Correia e Silva, sublinhou, ainda, que a assinatura do acordo SOFA, que define o estatuto das Forças Armadas norte-americanas em território cabo-verdiano, por ocasião de exercícios militares conjuntos, é um “sinal muito claro” de que o Governo está comprometido com a segurança do país e a sua participação útil na segurança cooperativa do mundo.

 

Quanto a presença de uma base militar norte americana em Cabo Verde, o chefe do Executivo garantiu que “não está em cima da mesa”, visto que a Constituição da República não permite.

O primeiro-ministro realçou, também, os encontros que vai ter com as comunidades cabo-verdianas nos diversos Estados e sua participação na I Gala “Cabo Verde de Sucesso”, indicando que a mensagem que vai deixar é “diferente”, porque o país quer passar da fase de receptor das remessas dos emigrantes que representa 12% do PIB para um país que atrai a confiança e capacidade da diáspora.

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