Inicio Cultura Presidente Marcelo Rebelo de Sousa diz ser apreciador da música cabo-verdiana

Presidente Marcelo Rebelo de Sousa diz ser apreciador da música cabo-verdiana

 

Cidade da Praia, 11 Abr (Inforpress) – O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou esta madrugada, na abertura da Atlantic Music Expo (AME-CV), na Cidade da Praia, ser um apreciador da música cabo-verdiana, que considera “universal”.

Marcelo Rebelo de Sousa, um dos patrocinadores desta quinta edição da AME, trazendo o grupo Dead Combo, que actuou na abertura do certame e também vai participar no dia 13 na extensão do evento em São Vicente, afirmou que a Atlantic Music Expo é um “grande momento da música de Cabo Verde”.

“Eu, não sendo especialista, gosto de toda a música cabo-verdiana”, afirmou, lembrando que condecorou um artista da música cabo-verdiana “muito especial”, Tito Paris, antes de iniciar a sua viagem à Cabo Verde.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou ter assistido actuações de Cesária Évora, e para ele ficou inesquecível, tendo igualmente destacado a capacidade de Cabo Verde se reinventar em termos musicais a cada geração.

Sendo esta a primeira vez que assistiu o AME, o presidente português, que cumpre hoje o seu terceiro dia de visita ao arquipélago com uma deslocação à ilha de São Vicente, dançou o funaná ao som do Bulimundo, com a cantora Lura, acompanhado na dança por Jorge Carlos Fonseca e esposa.

Em relação a actuação do grupo português Dead Combo, Marcelo Rebelo de Sousa considerou de uma participação “simbólica e simples” e com “um pouco de mistura e estilo e um pouco original”.

Por seu turno, o Presidente cabo-verdiano almejou que o AME seja cada vez melhor, salientando que o evento tem ajudado a música de Cabo Verde, mas que ainda precisa de um “salto maior”.

Jorge Carlos Fonseca destacou a passagem do Bulimundo, uma “referência na música cabo-verdiana”, que trouxe o funaná para a ribalta e ainda os Dead Combo com os tambores da Escola de Santo Antão, uma “mistura estranha de sons interessante” e que gostou de ouvir.

Já o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abrão Vicente, que considerou o AME “um grande evento”, enalteceu o facto desta vez o certame ser aberto ao público para que todos possam ter o mesmo acesso.

O governante disse esperar que seja, de facto, uma semana em que os cabo-verdianos partilhem com o mundo o seu “talento, a força de vontade e a determinação” em fazer, a partir da cultura, esse grande país e fazer pontes e marcar pontos no mundo.

“Quero fazer uma especial menção ao anterior ministro da Cultura, Mário Lúcio, que construiu, junto com uma equipa fabulosa, o AME”, disse Abraão Vicente, que lamentou à imprensa, o facto do também músico lhe ter devolvido o convite de participar no evento, que decorre até 13 de Abril, na capital do país.

O primeiro dia do AME, em que os artistas destacaram o envolvimento do público, foi também abrilhantado com o som harmónico do espanhol António Serrano.

FM/CP

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