Presidente do ISSO reitera necessidade de homens e mulheres serem reconhecidos pelo esforço do seu trabalho (c/áudio)

Espargos, 11 Out (Inforpress) – O presidente do Instituto de Segurança e Saúde Ocupacional (Isso), reiterou hoje na ilha do Sal, durante a Conferência Nacional intitulada “Trabalho digno, vida digna”, a necessidade de homens e mulheres serem reconhecidos pelo esforço do seu trabalho.

“Um dos objectivos do trabalho digno é que homens e mulheres sejam reconhecidos pelo esforço do seu trabalho, em condições dignas de liberdade e segurança”, manifestou João Carvalho acreditando que esta conferência poderá possibilitar imputes importantes sobre esta matéria.

O responsável apontou que como resposta aos desafios da globalização e os défices das políticas em matéria do crescimento e do emprego, a OIT introduziu em 1999 o termo “Trabalho Decente ou Digno”, que, conforme disse, constitui, até hoje, a essência das estratégias mundiais, nacionais e locais no alcançar do progresso económico e social, “cumprindo assim” com os objectivos do Desenvolvimento do Milénio, no que concerne à erradicação da pobreza extrema.

Perante sala bem composta, o edil Júlio Lopes que presidiu à abertura do evento, destacou a importância do trabalho e ilustrou com uma anedota “dramática” onde um jovem que nunca tinha trabalhado, vivia no desemprego, desejava gozar um mês de férias.

“O importante não era o mês de férias, mas trabalhar para ter esse mês de férias. Isso é dramático. Para dizer que o trabalho é algo ontológico do ser humano. Quem dentro da idade de trabalho e que não está a trabalhar… nunca pode ser feliz. O trabalho é o elemento da felicidade das pessoas”, enfatizou.

“Sem trabalho nós não vamos a lado nenhum. Daí, todos os interessados, os patrões, os sindicatos, o próprio trabalhador e os poderes públicos temos de estar juntos nesta tarefa de melhorar as condições, de dignificar mais o trabalho e os trabalhadores”, concluiu.

Já a representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ana Rosa, de Lisboa, Portugal, e que pela primeira vez vem a Cabo Verde, à ilha do Sal, reforçou, lembrando de que não há progresso social, crescimento económico, sem dignidade e sem expressão, dimensão humana do trabalho.

Segundo Ana Rosa, para quem existem grandes desafios relacionados com o mundo de trabalho, se por um lado as transformações, não apenas tecnológicas que se tem vivenciado com a internacionalização do mercado, com as grandes cadeias de abastecimento, trazem grandes oportunidades de negócio, e de poder reduzir a pobreza extrema, não é menos verdade que também trazem “graves” problemas.

Acrescentou, por outro lado, que vem pôr a lume as fragilidades, e os grupos menos protegidos como é o caso das mulheres, dos idosos, das pessoas com deficiência, das trabalhadoras domésticas, entre outras classes.

“Todas as pessoas têm o direito de prosseguir o seu bem-estar material e o seu desenvolvimento pessoal, individual e espiritual, através do trabalho, mas um trabalho digno”, frisou.

Promovido pelo Instituto de Segurança e Saúde Ocupacional (ISSO), e o Sindicato dos Trabalhadores Comunicações e Administração Pública (SINTCAP) a conferência vai decorrer durante o dia de hoje, visando um mundo laboral seguro, saudável e digno.

SC/FP

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