Precisamos de uma globalização para o desenvolvimento e não apenas para o comércio e o investimento – PM

Cidade da Praia, 04 Set (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, defendeu hoje no Fórum sobre a Cooperação Sino-Africana (FOCAC), uma globalização para o desenvolvimento e não apenas para o comércio e o investimento.

O chefe do Governo que falava na mesa redonda realizada em Pequim, salientou que é necessária uma “globalização inclusiva” com impactos nas pessoas, no seu bem-estar físico e intelectual e que coloca a dignidade da pessoa humana no centro da razão de ser da política e das políticas públicas.

“Este é o propósito que partilhamos com a República Popular da China através do FOCAC”, sublinhou afirmando que a globalização deve criar as condições para o acesso e partilha mais impactante do conhecimento, da ciência e da tecnologia.

Por outro lado, salientou que é imprescindível actuar sobre o ambiente interno dos países para criar as condições institucionais, organizacionais, educacionais, económicas e de confiança capazes de transformar o conhecimento, a tecnologia e os recursos naturais em factores de competitividade, de desenvolvimento humano e de prosperidade.

Ulisses Correia e Silva sublinhou que desta forma “todos ganham” uma vez que haverá mais desenvolvimento nos países africanos, e potenciam mais comércio e mais investimento e mais sustentabilidade ambiental, a nível global.

“A África, democrática e livre, pode posicionar-se como um actor relevante e proactivo nas complexas redes de relações políticas, económicas e securitárias mundiais, conjugando o incremento das relações económicas intra-africanas com a capacidade de inserir em mercados externos competitivos; assumindo um papel influente na segurança cooperativa mundial”, sustentou.

“Temos a ambição de atingir o desenvolvimento sustentável (…) Estamos convictos de que este Fórum é marcante no caminho comum para uma nova era da globalização onde todos ganham e ninguém fica de fora, em linha com as Agendas 2030 e 2063 e em prol da construção de uma ordem internacional mais justa e harmoniosa e onde podemos e devemos globalizar o desenvolvimento”, referiu.

Na sua intervenção, Ulisses Correia e Silva saudou também o Plano de Acção 2019/2021 assim como as oito medidas e a disponibilização do montante de 60 bilhões de dólares para ajudar na sua implementação, anunciadas pelo Presidente Chinês Xi Jinping na abertura do fórum.

O primeiro-ministro saudou ainda a iniciativa “One Belt One Road” (um cinturão uma rota), como um instrumento importante para a promoção da conectividade global baseada “num futuro compartilhado através da cooperação mutuamente vantajosa”, como expressa a declaração de Beijing.

 

Com foco na iniciativa do Cinturão e Rota, a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Agenda 2063 da União Africana e as estratégias de desenvolvimento dos países africanos o FOCAC terminou hoje com uma perspectiva diferente para o futuro da cooperação entre um país com dimensão continental (China), e um bloco de dezenas de países africanos.

Ulisses Correia e Silva vai aproveitar a sua estada na China para encontros de trabalho com o Presidente, Xi Jinping, com o 1º Vice PM, Han Zheng, e visitar as empresas chinesas, no quadro do projeto Zona Especial de Economia Marítima de São Vicente, entre outras actividades.

MJB/FP

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