Praia: Partido Popular entrega providência cautelar para embargo das obras da praça do Palmarejo

Cidade da Praia, 14 Ago (Inforpress) – O Partido Popular (PP) entregou segunda-feira, no Tribunal da Praia, uma acção cautelar pedindo o embargo das obras de requalificação da praça do Palmarejo, argumentando que a câmara “violou a lei”.

A informação foi confirmada hoje à Inforpress, pelo presidente do partido, Amândio Barbosa Vicente, tendo assegurado que a ideia é paralisar as obras da praça, que iniciaram a 14 de Julho e salvar o bem e pertence do domínio público e dos cidadãos praienses.

Para o líder do PP, uma autarquia que tem um mandato temporário “não pode transformar a praça, que é de todos, num bem privado”.

“Em defesa do interesse público dos munícipes da Cidade da Praia, o partido decidiu accionar todos os mecanismos legais junto do tribunal para o embargo das obras”, afirmou Amândio Barbosa Vicente.

O líder dos populares assegurou que da campanha de recolha de assinaturas para a paralisação das obras, que decorreu no início desde mês, no bairro do Palmarejo, conseguiram reunir cerca de 200 assinaturas de moradores.

O Partido Popular diz que a autarquia praiense está a violar a lei alegando que o projecto “não foi aprovado pela Assembleia Municipal”.

Por outro lado, sustenta ainda que o projecto de requalificação da praça, que terá espaço comercial e um parque de estacionamento subterrâneo para 200 veículos, é mais um investimento comercial que não irá respeitar e nem levar em conta as questões básicas de uma praça como espaços verdes, de lazer e a questão ambiental.

Em Novembro de 2017, um grupo de moradores do Palmarejo apresentou um projecto de requalificação da praça do bairro à Câmara Municipal da Praia, que iria abarcar espaços verdes, áreas de entretenimento e um parque para cerca de 74 viaturas, mas foi rejeitado, alegando indisponibilidade financeira para a sua execução.

O projecto do grupo Kym Negoce, aceite pela autarquia, prevê a criação de infra-estruturas, estacionamento, espaços verdes e lojas, estando previsto um edifício “shopping” com vários andares.

AV/CP

Inforpress/Fim