Praia: Bancada do PAICV quer esclarecimento sobre paralisação e a data de conclusão do Mercado de Coco

Cidade da Praia, 11 Out (Inforpress) – O líder da bancada do PAICV (oposição) na Assembleia Municipal da Praia exigiu hoje um esclarecimento sobre a paralisação e a data de conclusão do Mercado de Coco, cujas obras iniciaram em 2012.

A exigência foi feita em declarações à Inforpress, na Cidade da Praia, por Vladimir Silves Ferreira, depois de uma visita às obras da referida infra-estrutura e ao Mercado de Sucupira.

“As obras estão suspensas e nós já solicitamos várias informações à câmara municipal e não temos. O último rumor é que foi passado ao Governo (…), talvez o primeiro ministro tem peso na sua consciência que ele deixou essa herança negativa à Câmara Municipal da Praia”, denunciou o deputado municipal.

A bancada do PAICV questionou ainda sobre o valor total a ser gasto nesta obra, sendo que até o momento, conforme Vladimir Silves Ferreira, já se gastou 420 mil contos e a câmara quer gastar mais 300 mil contos.

“Ficamos sem saber qual é o valor final desta obra e isto preocupa a nós, enquanto deputados municipais e achamos também que devia ser uma preocupação de todos os praienses”, observou o líder da bancada do PAICV.

Quanto ao Mercado de Sucupira, disse que está “mal organizado”, sem nenhuma preparação para casos de acidentes, além de estarem em más condições as infra-estruturas de apoio às pessoas que ali laboram.

No entanto, Vladimir Silves Ferreira defendeu que toda a zona da Fazenda está mal estruturada e que não está a adaptar-se àquilo que são as necessidades normais de uma cidade.

Inicialmente avaliadas em 334 mil contos, as obras do Mercado do Coco, situado na zona baixa da Cidade da Praia, e que já levam mais de seis anos de atraso, gastaram, de acordo com as autoridades municipais, mais de 100 mil contos só em escavações, pelo que o seu custou aumentou substancialmente.

De acordo com o esboço inicial, o rés-do-chão seria dedicado para estacionamento, com 68 lugares, 326 postos de venda ou quiosques, um jardim infantil, enquanto o primeiro piso albergava 63 lugares para estacionamento, 393 espaços de venda, câmara de frio, um espaço para exposições, além de áreas reservadas à Guarda Municipal e à administração do mercado.

OM/CP

Inforpress/Fim