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Porto Novo: Produção do grogue em Ribeira da Cruz duplica com aposta em novas áreas de cultivo da cana sacarina

Porto Novo, 06 Set (Inforpress) – A produção do grogue em Ribeira da Cruz, no Porto Novo, Santo Antão, atingiu, este ano, os 120 mil litros, registando-se a duplicação da produção, graças à aposta dos produtores em novas áreas de cultivo da cana sacarina.

Em 2018, a produção estimou-se em 60 mil litros, segundo os produtores locais, que dizem continuar a apostar no alargamento da área de cultivo da cana sacarina com vista ao aumento da produção do grogue, cuja qualidade é já muito reconhecida a nível nacional e internacional.

Alguns produtores já engarrafam a aguardente, que tem sido comercializado em várias ilhas de Cabo Verde, mas também o grogue da Ribeira da Cruz já chega a vários países, sobretudo europeus, através dos turistas e emigrantes.

O vale da Ribeira da Cruz, considerado já, pelo Governo, um “caso exemplar” em Cabo Verde a nível da prática agrícola, é conhecido, além do grogue de qualidade que produz, também por ser um grande produtor, o maior de Santo Antão, de cenoura.

Porém, a falta de mercado, pragas e acesso ao crédito são os “grandes constrangimentos” que afectam, actualmente, a actividade agrícola em Ribeira da Cruz, um dos principais vales agrícolas existentes no Porto Novo.

Segundo a associação dos agricultores dessa localidade, os produtores agrícolas, tanto em Ribeira da Cruz, como de outros vales agrícolas deste concelho, enfrentam, normalmente, sérias dificuldades para conseguir um crédito para incrementar a sua actividade.

“O acesso ao credito é, de facto, um grande constrangimento”, sublinhou o líder associativo, Vanderley Rocha, referindo-se ainda à existência de pragas como sendo outra preocupação dos agricultores em Ribeira da Cruz, zona que se assume como “uma referencia nacional” a nível do sector agrícola, pelas inovações introduzidas neste sector.

Os problemas de acesso ao mercado vão ser, dentro de pouco tempo, minimizados, graças à instalação de uma unidade de tratamento e embalagem dos produtos desta e das zonas vizinhas (Martiene, Chã de Norte, Jorge Luís e Chã de Branquinho), para o mercado turístico, beneficiando cerca de 300 produtores.

Essa unidade, inaugurada em Julho, foi instalada no quadro do projecto integrado de agro-ecologlogia e comercialização participativa que, segundo Vanderley Rocha, constitui “uma mais-valia” para a agricultura nessas localidades.

JM/ZS

Inforpress/Fim