Porto Novo: Operadores voltam a alertar para a situação da unidade de transformação do pescado encerrada há três anos

Porto Novo, 29 Mai (Inforpress) – Os operadores de pesca artesanal no Porto Novo, Santo Antão, esperam há mais de três anos pela operacionalização da unidade de transformação e conservação do pescado, que representou um investimento à volta de três mil contos.

Essa unidade, que foi co-financiada pela cooperação japonesa, foi inaugurada nos princípios de 2015, mas, praticamente, nunca chegou a funcionar, para o desalento dos operadores de pesca que acreditavam no projecto para dinamizar o sector pesqueiro local.

A Associação dos Pescadores do Porto Novo alerta para a necessidade de se criar as condições com vista a viabilizar essa unidade que, segundo o líder associativo, Atlermiro Correia, “nunca chegou a dar resultados, por inércia” da Câmara Municipal do Porto Novo que deveria zelar pelo seu funcionamento.

A edilidade portonovense, que está a repensar o modelo de gestão dessa unidade, que passará pela privatização, explica que o facto de a mesma ter sido apetrechada com equipamentos manuais, torna “insuportáveis” os custos de funcionamento e inviabiliza essa infra-estrutura.

Os responsáveis municipais defendem, além de investimentos em equipamentos semi-industriais, ainda a instalação de painéis solares para reduzir os custos com energia eléctrica.

JM/ZS

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