Porto Novo: Falta de matéria-prima e dificuldades nos transportes preocupam direcção da fábrica de queijo

 

Porto Novo, 11 Fev (Inforpress) – A falta de matéria-prima e dificuldades nos transportes marítimas inter-ilhas constituem, actualmente, os “principais desafios” que se colocam à fábrica de queijo do Porto Novo (Santo Antão), segundo a directora dessa unidade agro-alimentar, Flávia Silva.

A responsável, que falava sábado, 10, durante a visita do ministro das Finanças, Olavo Correia, à fábrica, que reabriu as portas em 2016, depois de estar encerrada durante três anos, informou que a escassez da matéria-prima (leite e carne) constitui, nesta altura, “o maior problema” por que passa essa unidade fabril, que, além de queijaria, aposta ainda em charcutaria.

“Os nossos produtos são muito requisitados, sobretudo, na ilha do Sal, mas estamos neste momento a enfrentar o problema de matéria-prima para podermos satisfazer o mercado”, avançou a directora da fábrica, referindo-se, também, ao problema de transporte inter-ilhas que tem, igualmente,  condicionado o escoamento dos produtos.

Ainda assim, essa unidade consegue produzir semanalmente cerca de 1.250 queijos, que são exportados, sobretudo, para as ilhas de São Vicente e do Sal.

A unidade fabril, adquirida em 2016 ao Estado de Cabo Verde pelos empresários João Santos e Pedro Santos, naturais da Ribeira das Patas, no Porto Novo, produz queijos (fresco e curado), requeijão e charcutarias (derivados frescos e fumados).

JM/AA

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