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Porto Novo: Edilidade promete água potável no Planalto Norte “dentro de seis meses”

Porto Novo, 07 Set (Inforpress) – Planalto Norte do Porto Novo, em Santo Antão, tem estado, neste ano de seca, a atravessar uma situação de penúria de água para abastecimento público e gado, que a edilidade portonovense espera resolver “dentro de seis meses”.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, explicou que a sua autarquia, graças ao projecto “Nô Crê Água” (Queremos Água), estimado em 45 mil contos, espera, até aos princípios de 2019, resolver, de forma definitiva, a escassez de água no Planalto Norte, onde as populações vivem em condições muito adversas.

A mobilização de parcerias e, consequentemente, a resolução do problema de água nessa localidade têm sido “um grande desafio” para a actual equipa camarária que, até Outubro, disse esperar, também, levar luz eléctrica 24 sobre 24 horas ao Planalto Norte, com recurso a energias renováveis (solar).

Os dois projectos representam um investimento estimado em 65 mil contos.

Os “resistentes” do Planalto Norte do Porto Novo, como são conhecidas as populações dessa zona, receando mais um ano de seca, têm estado a pedir “brevidade” na implementação do projecto “No Crê Água”, tendo em conta a situação de penúria em que se encontra.

O projecto “No Crê Água”, que já está em fase de concurso público, visa resolver a escassez de água que afecta as 168 famílias em todo o Planalto Norte, muitas das quais percorrem três horas a pé para conseguir 20 litros de água.

O projecto consiste na bombagem de água a partir da nascente de Escravoerinhos, nas proximidades do vale de Martiene, através de quatro estações de bombagens, que vão funcionar com base em energia solar.

Enquanto isso não acontece, a câmara do Porto Novo vai continuar a levar água às populações através de auto-tanques.

JM/JMV

Inforpress/Fim